O Vale Central, epicentro da viticultura do Chile

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A viticultura no Chile percorreu um longo caminho desde suas origens em meados do século XVI. Com seus quase 500 anos de história, o país não cansa de explorar novas áreas para o cultivo, a fim de continuar o desenvolvimento de sua viticultura. Essa inquietude demonstrada pelos viticultores e elaboradores permitiu cultivar, de maneira excelente, um grande número de variedades, graças às diversas condições de cultivo encontradas no país.

Baron - chile

Atualmente, o vinhedo no Chile desenvolve-se por uma extensa área de sua geografia, subindo as ladeiras dos Andes e aproximando-se cada vez mais do mar. Percorrendo desde o Vale do Elqui, até o Norte, e o Vale do Malleco, no extremo Sul. Seus vinhedos, com grande diversidade de localizações singulares, são a origem de uma ampla diversidade de vinhos únicos, de grande qualidade, e falam de suas origens como poucos conseguem no mundo.

O epicentro da viticultura chilena encontra-se no Vale Central. Que se estende do Norte ao Sul, entre os rios Maipo e Maule. Está delimitado a Leste pela Cordilheira dos Andes e a Oeste pelo Oceano Pacífico. Formado pelos Vales do Maipo, Rapel, Curicó e Maule. É ali que encontramos algumas das regiões vitivinícolas mais representativas do Chile. Nesse lugar o vinhedo encontrou um ambiente propício para seu desenvolvimento, e cresce equilibrado graças ao clima estável, à terra generosa e às pessoas que amam o solo que cultivam.

Basta percorrer o vale de Norte a Sul para desfrutar de paisagens de infinitos vinhedos. Quando se viaja pela estrada Panamericana de Santiago do Chile em direção ao Sul, percorrendo-se quilômetros deste vale fértil, a paisagem expressa, de maneira definitiva, as condições especiais que o cultivo do vinhedo usufrui.

O clima mediterrâneo agradável, unido às características geográficas particulares, fazem do Chile um lugar ideal para a viticultura, em perfeita harmonia com o meio ambiente, o que permite a obtenção de uma variedade ampla de estilos de vinho. Trata-se de um lugar onde a natureza oferece tudo que o vinhedo necessita para produzir uvas que crescem e amadurecem em ótimas condições, refletindo a origem dos vinhos dessa terra.

Dois vales dentro de um grande vale

Neste mês, apresentamos dois vinhos de duas sub-regiões dentro do Vale Central do Chile. Um Pinot Noir do reconhecido Vale do Maule. E outro de um vale menos conhecido, mas com futuro garantido. Um Cabernet do Vale de Lontué.
Aproximamo-nos deste vale com a intenção de conhecê-lo e comprovar como duas variedades tão diferentes, como são a Pinot Noir e a Cabernet Sauvignon. Podem manifestar sua personalidade graças à diversidade de condições edafoclimáticas encontradas nas diferentes sub-regiões, dentro deste oceano de vinhedos que é o Vale Central.

Vale do Maule
Situa-se no extremo sul do Vale Central do Chile. É a região produtora de uvas para vinho tinto mais extensa do país. Tem uma grande tradição vitivinícola, que data de finais do século XVI. Esse vale possui a maior diversidade climática entre suas diferentes zonas. Que associada a uma grande variedade de solos, origina um amplo leque de “terroirs”.
No passado, os vinhos procedentes do Maule não foram muito apreciados. E, em sua maioria, eram vendidos a granel. No entanto, com a mistura de vinhedos velhos plantados na seca e uma renovada viticultura, junto a condições edafoclimáticas especiais, está sendo possível elaborar vinhos extraordinários.

Vale de Lontué
Situa-se dentro da sub-região vitivinícola do Vale de Curicó. Engloba os distritos de Curicó, Molina e Sagrada Família, da província de Curicó, e o distrito de Rio claro, da província de Talca. Dentre essas localizações, destacam-se, pela qualidade de seus vinhedos, os vinhos das áreas de Molina e Sagrada Família. Precisamente em Sagrada Família, estão os vinhedos que serviram às Bodegas e Vinhedos Korta. Para a elaboração do Cabernet Sauvignon que apresentamos nesta caixa mista.
O clima deste vale é ligeiramente mais cálido que os próximos. Com estações bem definidas e uma variação térmica ampla. É por isso que a Cabernet Sauvignon e a Carmenère adquirem, nessas terras, excelentes pontos de maturação. Especialmente as uvas procedentes de vinhedos velhos.

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