O Vale do Maipo, Chile

Continuamos no Chile. Desfrutando da diversidade dos vinhos que o fértil Vale Central nos oferece. E com esta seleção Obras-Primas vamos para a região premium do Vale Central, até o Vale do Maipo. Junto com um dos vinhos de mais caráter e personalidade do Chile, o Domus Aurea.

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Considerada a região vitivinícola mais importante do Chile, o Vale do Maipo vem produzindo vinhos nos arredores da capital, Santiago do Chile, desde a época colonial. Os vinhos desta região começaram a ser prestigiados graças às famílias de imigrantes europeus que chegaram à cidade em meados do século XIX.

A principal virtude destes homens e mulheres foi trazer técnicas de viticultura e elaboração modernas para aquela época, iniciando uma renovação da viticultura chilena. Criando os pilares sólidos que hoje posicionam o Chile como uma potência mundial dentro do setor vitivinícola.

Os vinhedos do Vale do Maipo sempre tiveram fama por seus vinhos tintos bem equilibrados. Os vinhedos localizam-se do leste ao oeste. Desde a base da Cordilheira dos Andes até o Vale de San Antonio. Limite com o Pacífico, formando três setores bem diferenciados. O alto Maipo chega até o pé da cordilheira. Nele se produzem alguns dos Cabernets mais emblemáticos do Chile.
O Maipo Médio é uma das zonas produtivas mais antigas e diversificadas do país. Enquanto o Maipo costeiro é uma área recém-aparecida na cena do vinho, que se beneficia da fresca influência marítima que desliza por intermédio da cordilheira da costa.

Na atualidade, com uma superfície de cultivo de 12.679 hectares, as variedades tintas são as rainhas indiscutíveis no Vale do Maipo. Com mais de 85% da superfície de cultivo, ainda que, cada vez mais, os enólogos estejam fazendo brancos de maior importância, principalmente na região mais próxima à costa. Esta nova região pode ser a origem de interessantes brancos dentro do Vale do Maipo. Por isso é possível também que consiga chegar a ser uma referência entre os vinhos brancos chilenos nos próximos anos.

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Os vinhedos de Macul

Se o Vale do Maipo é a menina dos olhos do Vale Central, certamente, os vinhedos de Macul são a região top de maior renome dentro do Vale do Maipo.
Localizada a leste de Vale do Maipo, a poucos quilômetros de Santiago do Chile, quase se converteu em um vinhedo urbano, devido à expansão da cidade. Macul é o eldorado da viticultura chilena. Ali tudo são virtudes. Sua grandeza é a perfeita mistura existente entre os solos calcários pobres. E sua proximidade com a cordilheira andina é, sem dúvida, o melhor apadrinhamento na hora de extrair o máximo potencial de seus vinhedos. Isso por conta do microclima gerado no sopé da montanha. E da fonte inesgotável de água de degelo, de grande qualidade para a irrigação de seus vinhedos.

Domus - Chile

Não devemos esquecer que tradicionalmente Macul tem sido território da Cabernet Sauvignon por excelência. A altura das montanhas da cordilheira, que ultrapassam três mil metros, faz com que a influência fria dos Andes seja sentida com especial força. Talvez seja por isso que os vinhos são frescos e tendem para aromas balsâmicos, mentolados, frutas vermelhas, especiarias e notas herbais.

Os vinhos de Macul não são estruturados nem densos como são habitualmente em outras partes mais quentes do Chile. Em Macul, os taninos são suaves, sedosos e, unidos a seu potente conteúdo frutal. Resultam em vinhos tintos finos de guarda.

Por sorte, aqui as condições edafoclimáticas geradas pela cordilheira, com solos pedregosos e pobres em matéria orgânica, que dão texturas suaves. Extrema aridez, com pluviometrias muito baixas, disponibilidade de água de grande pureza procedente do degelo. E a inversão térmica gerada pela montanha durante a época da vindima. São as condições responsáveis. Além das mãos humanas, por propiciar uvas extraordinárias como as que se cultivam em Macul.

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