Canteiro: Fresco é fresco, não é?

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Nada se compara a um produto fresco, que acabou de ser colhido, ou pescado, ou assado, ou frito…

canteiro - frescoA tecnologia e a criatividade dos “professores pardais” são grandes aliadas na nossa vida, no nosso dia a dia. Tudo é feito e pensado para facilitar a vida e agilizar o “processo”. No entanto, nada como a simplicidade de um galho verdinho de alecrim recém-colhido da planta para dar mais sabor e aroma a qualquer criação culinária. O mesmo vale para o manjericão, salsinha, louro, coentro…

E assim eu lanço o desafio: por que não pegar algumas folhas frescas de ervas para enriquecer ainda mais o seu prato?

Nos capítulos anteriores, já vimos como é simples ter um vaso em casa e cultivar algumas plantas. Agora está na hora de colocar a mão na massa e aproveitar.

O cardápio de ervas é enorme. Algumas sugestões para você cultivar em casa:

  • Manjericão: folhas brilhantes e muito aromáticas. Pode ser usado em sopas, molhos, saladas, com todos os tipos de carnes, pizza e pães, sem esquecer que ele é o protagonista do famoso molho pesto. Existem muitas variações, entre elas o manjericão roxo. Encontre aquele que você gosta mais e cultive em um vasinho próximo à janela.
  • Coentro: muito usado para temperar peixes e frutos do mar. Suas folhas lembram a salsinha, mas seu sabor é bem particular. No norte do Brasil o coentro está presente em quase todos os pratos. Um acompanhamento que adoro fazer é o guacamole, uma pasta mexicana à base de abacate, com tomate e cebola picados e temperado com sal, pimenta, suco de limão e coentro.
  • Dill (endro): um sabor que lembra o anis e combina muito bem com peixes e carnes em geral. Saladas ricas e variadas também aceitam muito bem esta erva. Uma dica para seu sanduíche de queijo tradicional é cortar finas fatias de pepino e salpicar um pouco de dill.
  • Erva-doce: folhas levemente adocicadas. As folhas podem ser usadas como temperos em geral, e o talo fica muito bom cru em saladas ou refogado com outros legumes para acompanhamento. Acompanha bem o salmão.
  • Hortelã: folhas frescas de hortelã perfumam ainda mais deliciosos chás e bebidas. A hortelã pode ser usada como molho, picando-se algumas folhas e misturando com iogurte natural ou coalhada. Uma dica para quando você servir cordeiro é salpicar algumas folhas de hortelã sobre a carne antes de assar. Vale tentar.
  • Sálvia: a folha é bem característica, com uma textura aveludada. Acompanha muito bem aves, omeletes e queijos em geral. Experimente picar algumas folhas de sálvia e misturar com manteiga em temperatura ambiente. Isso facilitará na hora de temperar o frango ou porco, antes de levar ao forno.
  • Tomilho: excelente para temperar carnes bovinas, cordeiro e porco, além de enriquecer sopas, ensopados e arroz. Experimente esfregar as folhas frescas do tomilho na carne antes de cozinhar. Isso irá aromatizar ainda mais o seu prato.
  • Alecrim: as folhas são finas como agulhas. Muitas vezes não precisamos nem retirá-las do galho, colocando tudo na mesma assadeira com batatas, dentes de alho e um pouco de azeite. O alecrim é um ótimo tempero para carnes de porco, cordeiro e aves em geral, além de ser um ótimo coadjuvante para pães e massas.
  • Orégano: conhecido por ser muito usado em pizzas. Só de encostar em um ramo de orégano fresco, o aroma sobe e faz a gente viajar em pratos da culinária italiana. Também pode ser usado em molhos de tomate, vegetais refogados e em carnes.
  • Louro: o loureiro é uma árvore que pode chegar a mais de dez metros de altura, mas não se assuste, você pode, sim, ter um “pé de louro” dentro de casa. Você vai precisar de um vaso grande, boa incidência de luz solar, solo fértil, uma boa drenagem e regas e adubações constantes. Um loureiro em vaso não ultrapassa dois metros de altura. No entanto, a cada 2 a 3 anos, ele precisa ser replantado em terra nova e ter suas raízes cuidadosamente aparadas. É uma arvore decorativa, além de muito útil na cozinha. Quando seco, seu sabor fico mais acentuado. O louro é muito usado no preparo de feijão, molhos de tomate e sopas. Uma dica para não chatear suas visitas: retire as folhas de louro antes de servir!
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Não podemos esquecer da salsinha e da cebolinha, claro! Mas essas já tiveram um capítulo à parte e você já deve saber.

Experimente diminuir o sal e caprichar nas ervas.
Combinar ervas e aromas também vale. O que não pode é ter medo.

Um bom exemplo é o famoso “bouquet garni”, uma combinação de ervas usadas juntas e amarradas no preparo dos pratos que são retiradas no final do cozimento para não ficarem vestígios dos temperos. Seu objetivo é aromatizar o prato.

O tradicional bouquet garni é feito com 8 a 10 ramos de salsinha, 2 ramos de tomilho e 1 folha de louro. Amarre tudo junto com um barbante culinário e coloque no preparo de molhos e caldos. Deixe o barbante comprido e para fora da panela, assim fica mais fácil na hora de retirá-lo.

Você pode inventar o seu bouquet. Use a criatividade sem moderação.

Texto: Érica Ochoa
Fotos: banco de imagens

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