Vinhos e festas de fim de ano

Vinhos e festas de fim de ano

Dá para imaginar as festas de fim de ano sem celebrar com uma boa garrafa de espumante? As festas se aproximam e mais um ano selecionamos um espumante exclusivo e delicioso. Um Cava mediterrâneo elaborado pelas Bodegas Unión Vinícola del Este. Um “coupage” das variedades Macabeo e Chardonnay refrescante, floral e intenso. Com o qual desejamos que nossos associados brindem com familiares e amigos.

As festas de fim de ano são uma ocasião perfeita para desfrutarmos, junto com nossos queridos amigos e familiares, duas grandes paixões: a gastronomia e os vinhos. E mesmo que sempre unidos pelas harmonizações, vamos nos concentrar nos vinhos. Estamos na Sociedade da Mesa e um de nossos objetivos sempre foi ajudar o associado a descobrir, conhecer e se aprofundar na cultura do vinho, através de seleções únicas e exclusivas.

Seleções estas que ampliam conhecimentos, mas que, principalmente permitem aos associados desfrutar de bons vinhos, cuidadosamente selecionados durante o ano. Portanto, mãos à obra. Aproveitem a ocasião para saborear algumas de nossas seleções de brancos, tintos e, como não, brindar as festas com nossa Seleção Especial de Fim de Ano, Nit del foc Brut Nature.

Que taça utilizar para espumantes?espumante

Mesmo que nos empenhemos em buscar um argumento que justifique a utilização de uma taça para vinhos – neste caso para o espumante – defendo que não é a mesma coisa degustar um vinho com o único fim hedonista de desfrutar do delicioso elixir; e catar procurando as virtudes ou os defeitos do vinho. Dito isso, falemos da taça que deveríamos utilizar para desfrutar de nosso espumante.

Vamos partir de duas premissas importantes que diferenciam o espumante de outros vinhos. Seu conteúdo em gás carbônico e a temperatura de consumo. Ambos, uma vez aberta a garrafa, estarão estreitamente relacionados. Em baixa temperatura, o desprendimento de gás é mais lento e, geralmente, a borbulha é mais fina. Em temperatura alta, o desprendimento de gás carbônico é mais rápido e a borbulha mais grosseira. Dito isto, propomos 3 taças, cada uma delas com um porquê.

Taça Pompadour
Quando pensamos em champanhe, certamente no maior dos casos, a imagem que vem à nossa cabeça e a taça Pompadur. É uma taça quase icônica, a primeira desenhada exclusivamente para beber champanhe. Baixa, de boca larga e com muita lenda. Contam que a copa Pompadur foi fabricada pela primeira vez em porcelana, no final do século XVIII. E que foi uma encomenda da esposa do rei Luis XVI da França, a célebre Maria Antonieta, que decidiu usar como modelo o seu seio esquerdo. Mas naqueles tempos a monarquia era foco de gozação por parte da burguesia e do povo, e rapidamente outorgou-se o molde do seio não à esposa, mas à amante do rei, Madame Pompadour. E assim ficou batizada a taça.

Sua forma muito aberta facilita beber com maior rapidez. E a ligeira forma curva em seu borde faz com que seu conteúdo se mantenha no interior, apesar dos movimentos da mão que a segura. Isso, unido à elegância, converteu-a na taça rainha das festas, desde os anos 1930 até a metade dos 1970. Sem dúvida, nos últimos anos foi sendo, pouco a pouco, substituída pela flauta. Mas mesmo assim, ainda é utilizada em alguns países de maneira mais generalizada, mais pelo seu significado e glamour, do que pela sua utilidade.

sociedade-da-mesa

Taça Flauta
Esta taça é, na atualidade, a preferida dos consumidores. Alongada, estreita e, dependendo do modelo, com maior ou menor haste, mantém bem a espuma e facilita a manutenção da temperatura. Mas o seu desenho traz alguns inconvenientes. O estreito diâmetro intensifica o gás na borda da taça, o que impede que os aromas se concentrem, dificultando a apreciação de aromas no início do consumo.

Taça Tulipa
A taça tipo tulipa. Forma melhorada da flauta, mesmo com curvas que lembram a Pompadour, é a tendência atual do mercado. Trata-se de uma evolução do modelo flauta. Se abre como a Pompadur, porém, muito mais ajustada, estreitando-se novamente ao chegar à boca. Sua largura no centro e seu leve afinamento no extremo conseguem melhorar a expressão dos aromas, sem perder temperatura ou gás.

Outras taças
Não esqueçam que, como ocasionalmente tratam-se de matizes sutis, são muitos os experts que dizem que as taças de vinho branco, mais abertas na base, também são uma boa opção. Elas potencializam os aromas, apesar de perderem mais gás carbônico que a tulipa, mas também facilitam a manutenção da temperatura.

Resumindo, se o que desejam é aprofundar-se nos aromas e atributos do espumante, sem dúvida, a copa tulipa parece ser a mais adequada. Mas para desfrutar de seu espumante e suas borbulhas, talvez o mais importante seja a companhia do que a taça em si.

Texto: Alberto Pedrajo

Experimente nossas seleções e viva a melhor e mais abrangente experiência enológica. Associe-se!
 

Deixe uma resposta