Saint-Emilion, algo mais que vinhedos

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Saint-Emilion au milieu de son vignoble, 33 Gironde, rég. AquitaineTodo bom amante do vinho tem sempre entre seus planos conhecer, em algum momento, a região vitícola de Bordeaux. Lar de alguns dos vinhedos e vinhos mais icônicos do mundo. E se existe algo que se destaca em Bordeaux, além dos vinhos, vinhedos e bodegas, e que o viajante não pode deixar de visitar; é a pequena vila de Saint-Emilion. A verdadeira joia da região.

Situada no alto de uma pequena colina e rodeada de vinhas, esta cidadezinha medieval é a única do seu gênero, pela importância de seus vinhedos, de suas bodegas e da qualidade de seus vinhos, além da arquitetura majestosa e de seus monumentos. E é precisamente lá que está uma das Denominações de Origem mais prestigiadas do mundo. Trata-se de um desses povoados onde, ao andar pelas ruas de pedra, parece que estamos no passado e o tempo parou.

Suas estreitas e empinadas ruas, suas casas, igrejas, praças e edifícios, geralmente de pedra calcária, parecem haver sido desenhados para os amantes do vinho. Descansar, percorrer seus vinhedos e abrir uma garrafa de vinho conversando com as pessoas do lugar, transporta-nos para um universo único. Saint-Emilion é um povoado pitoresco fora de série.

O reconhecimento de Saint-Emilion começou quando se converteu, em 1999, na primeira paisagem vitícola da lista de lugares inscritos no Patrimônio Mundial da Humanidade da UNESCO, que considera a região “um exemplo de paisagem vitícola histórica que se mantém intacta” e que na atualidade prossegue com sua atividade.

A história deste pequeno povoado e seus vinhedos inicia-se na época romana. No século II a.C. os romanos plantaram os vinhedos que hoje em dia pertencem à Denominação de Origem Saint- Emilion. No século IV, o poeta latino Ausonio foi o primeiro impulsionador do cultivo do vinhedo, criando uma cultura vinícola que impregnou a vida da localidade através dos séculos. A cidade foi batizada pelo monge Emilion. Um confessor viajante que, no século VIII, estabeleceu-se por lá em uma ermida escavada na rocha. De fato, a igreja foi uma das precursoras do prestígio dos vinhos de Saint-Emilion, iniciando a produção comercial do vinho na região.

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Mas o encanto de Saint-Emilion não termina com a visita à vila. Na verdade, esse é o início de uma viagem maravilhosa, por uma paisagem bucólica onde paramos continuamente para desfrutar os vinhedos de seus Châteaux. E, assim, conhecer as bodegas centenárias e ver como se elabora e cria vinhos tão reconhecidos.

Saint-Emilion conta com aproximadamente 5.400 hectares de vinhedo. Sendo a principal varietal cultivada a Merlot (aproximadamente 75% do vinhedo), seguida pela Cabernet Franc e pela Cabernet Sauvignon. Que são as variedades que alcançam melhores resultados, pois se adaptaram melhor à região.

Atualmente há 12 denominações que garantem a origem do vinhedo no território de Saint-Emilion. Mas entre todas elas, destacam-se duas: Saint- Emilion e Saint-Emilion Grand Cru.

Existe uma ampla variedade de estilos de vinhos cuja origem e diversidade são explicadas, principalmente por dois fatores: por um lado a grande diversidade de solos; subsolos; e microclimas. E, por outro; o grande número de produtores independentes.

Os vinhos de Saint-Emilion são vinhos de longo trajeto. Uma boa safra nos permitirá desfrutar desses vinhos por mais de 20 anos em plenas faculdades. Mas não somente nas colheitas excepcionais é possível desfrutar deles por longos períodos de tempo. Geralmente são vinhos que envelhecem bem e alcançam seu apogeu ao longo de 3 a 6 anos. Em boas condições de conservação.

Texto: Alberto Pedrajo

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