Mandioca, haja nome e benefícios

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Macaxeira, maniva, aipim, macamba, uaipi, pau-de-farinha, pão-de-pobre, castelinha e por aí vai. A mandioca – Manihot esculenta, tem diversos nomes e variedades, que se diferenciam pelo formato e cores das folhas, caule e raízes, além do gosto que, como sabemos, pode ser doce ou amargo, referindo-se, respectivamente, às variedades mansa e brava. Ao que tudo indica, a mandioca tem origem americana. Não se sabe se surgiu no Brasil, mas é líquido e certo que os índios já cultivavam a planta antes de Cabral aqui pisar.

Brasileiríssima, a mandioca é pura versatilidade na mesa. Sua raiz pode ser utilizada nas mais diversas receitas – o portal Cyber Cook, por exemplo, contabiliza 1.636 delas. Da entrada à sobremesa, passando pelo prato principal, a mandioca serve ao paladar brasileiro com muito sabor: bolo de aipim; bobó de camarão; bolinho de mandioca; escondidinho; vaca atolada; saladas, nhoque de mandioca; bolo de goma do Piauí; maniçoba; pudim; sopa; purê e muito mais.

VENENOSAMENTE SAUDÁVEL
E o mais curioso, como sabemos, é que esta planta, que alimenta milhões de pessoas ao redor do planeta – em alguns locais da África tem status de alimento base da dieta -, é venenosa, contendo maiores ou menores doses de ácido cianídrico em suas espécies brava e mansa. O fato de podermos comê-la até nos fartarmos também se deve aos índios brasileiros, que aprenderam a processá-la, usando-a como alimen­to desde sempre, através de técnicas como fritura, cozimento e outras.

Tomando-se cuidados como estes, e evitando o consumo da raiz crua, o risco de uma intoxicação por Manihot esculenta tende a zero. O ideal é que você descasque a mandioca já mergulhada na água e cozinhe antes de consumir. Do processamento em diante, a mandioca não é apenas segura, mas também saborosa e repleta de vantagens, que são aproveitadas inclusive na utilização industrial, como a fabricação de farinha, polvilho, xampu, sabão e até cordas e tecidos, onde são empregadas suas fibras.

Entre os benefícios para a saúde, a mandioca ajuda a pele a se proteger dos raios ultravioletas e produz bastante energia para o corpo, embora seja um dos vegetais mais calóricos da natureza, contendo cerca de 160 calorias a cada 100 gramas. Também é uma excelente alternativa no tratamento de pessoas com intolerância ao glúten. Citamos ainda o largamente divulgado extrato de mandioca, prescrito pela medicina natural e comercializado em forma de pó e cápsulas.

sociedade-da-mesa

A composição do pão-de-pobre também não é de se desprezar, trazendo elementos muito importantes para nossa saúde e bem-estar.

  • Proteínas: ajudam na formação dos músculos e contribuem para a saúde da pele e cabelos, fortalecem o sistema imunológico.
  • Carboidratos: consumidos na quantidade ideal, colaboram para a boa digestão e produção de energia.
  • Saponinos e polifenóis: têm ação analgésica, anti-inflamatória e antioxidante.
  • Vitamina B9 (ácido fólico): ajuda na produção de glóbulos vermelhos, combate a anemia e é indispensável para a saúde das gestantes.
  • Vitamina C (ácido ascórbico): previne gripes e resfriados e aumenta a energia para o dia a dia.
  • Vitamina K: contribui para a coagulação do sangue e para a recomposição de massa óssea, entre outros benefícios.
  • Outros minerais: zinco, que faz bem para o cérebro; magnésio, para o combate aos radicais livres; cobre, que regula a produção de hormônios; ferro pra dar aquela força, e manganês, que transforma gorduras e proteínas em energia.
  • Como vimos, brava ou mansa, a multinomeada mandioca é tam­bém multiúso. E com benesses que deixam suas toxinas no chi­nelo. É só cozinhar ou fritar, usar a criatividade e aproveitar.

    Texto: Renato Soares

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