Arte sob o prato

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Ninguém sabe se foi mesmo um americano que inventou o jogo americano. Ideia muito prática e econômica, por sinal, pois dispensa o uso de toalha sobre a mesa e ainda pode promover um arranjo estético variado, seja em casa ou nos restaurantes. Uma arte que embeleza os apoios de prato e se firma como alternativa gastronômica e plástica.

Não há limites para as formas de expressão. Cartaz de festival de cinema; mapas; histórias em quadrinhos e pinturas; aplicados sobre tecidos. Papéis; plásticos e palhas trançadas. Alinhados com a temática da casa, ou somente assinados por expoentes do design.

Para o restaurante de comida francesa “Le Jazz Brasserie”, a designer Claudia Lammoglia criou jogos de mesa com Dizzy Gillespie, Ella Fitzgerald, Miles Davis e outros. O detetive particular “Ed Mort” é um dos protagonistas nas mesas do “Veríssimo”, no Brooklin Paulista. Em um estabelecimento de Itu, o artista Paulo Lara retratou os 10 anos de um colégio importante na cidade, sob encomenda. Uma linha do tempo ilustra, no “Bar Guanahani”, a trajetória da ilha de mesmo nome, primeiro pedaço da América onde pisou Colombo. Quatro reproduções de gravuras de Paul Iribe, importante artista do início do Século XX, decoram o salão do “Bistrot de Paris”.

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Tudo isso tem seu charme e até ajuda a criar a identidade de um lugar. É uma maneira de compensar a simplicidade do objeto “jogo americano”, que quebra um pouco a aura sofisticada dos cenários. Mas acena com caras, traços e cores mais contemporâneos, sustentáveis e flexíveis. E que muita gente, na surdina, até acaba levando pra casa.

Texto: Spartaco Rodrigues

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