Alface

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Falou em salada, ela é a primeira que vem à cabeça – sim, ela é ela e não ele, embora muita gente diga “o alface”. Aliás, alface e salada são a mesma coisa no jargão popular. É o vegetal que toda mãe manda buscar no mercadinho como “um pé de salada” e todo filho entende.

E salada de alface, então? A coisa é tão forte, que a expressão foi criada para se referir à salada feita com mais de uma das sete variedades do vegetal, mas também é usada para definir a que é feita só com um tipo da Lactuca sativa.

E já que falamos nos tipos de alface, lá vão eles:

• Americana: muito usada em sanduíches e saladas que levam também ingredientes quentes, tem valor nutritivo um pouco menor que as outras.
• Crespa: tem bastante fibra e, por isso, ajuda bastante no funcionamento do intestino. Leva esse nome porque suas extremidades, quando no pé, lembram mesmo uma cabeleira cacheada.
• Frisée ou frisada: não é muito fácil de achar, mas é excelente para saladas com acompanhamentos de sabores mais poderosos.
• Lisa: tem um gosto mais suave, é a mais popular em 10 entre 10 mesas brasileiras.
• Mimosa: também poderia ser chamada de saborosa, devido ao delicioso gostinho que tem. É aquele tipo de alface que tem as folhas mais entrecortadas
• Roxa: o nome diz tudo sobre a aparência. De gosto mais acentuado, possui mais antioxidantes do que as outras variedades.
• Romana: a modalidade de alface com folhas mais longas e soltas, em uma tonalidade de verde mais escuro.

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Os benefícios da alface são muitos, e fazem jus ao fato dela constar em todos os tipos de cardápios, restaurantes e lares. Mesmo em almoços de famílias que não têm muito costume de usar vegetais nas refeições, está lá a tal salada de alface de um ou mais tipo de folhas.

A alface é bastante rica em clorofila e diversos nutrientes, e possui, entre outras características, efeitos alcalinizantes e desintoxicantes, que beneficiam principalmente o fígado. Sua alta quantidade de fibras, principalmente na modalidade crespa, como já vimos, também auxilia e muito no funcionamento do sistema digestivo.

Vitaminas
• A: faz bem pra pele, que fica mais viçosa, e ajuda muito na saúde dos olhos.
• B1: a vitamina dos calminhos ajuda a regular o estresse e o nervosismo.
• B2: contribui com a cicatrização, com o crescimento e o desenvolvimento.
• B3: ajuda no metabolismo dos carboidratos e contribui pra produzir energia.
• C: boa contra gripes e resfriados, aumenta a nossa imunidade.
• K: ajuda muito na coagulação do sangue e contribui para melhorar as funções cerebrais e nervosas.

Minerais
• Magnésio: atua contra os radicais livres.
• Potássio: faz bem para o coração e ajuda a controlar a pressão arterial.
• Ferro: contribui pra gente ficar mais forte e produzir hemoglobina, que facilita a circulação do oxigênio no sangue.
• Fósforo: perfeito pra memória ficar tinindo.
• Cálcio: o grande aliado no combate à osteoporose.

FICOU NERVOSO? COMA ALFACE
E como se não bastasse, a alface também tem efeito superpositivo contra a ansiedade, nervosismo e até acessos de histeria. Isso por conta da lactucina presente em sua composição, em maior concentração no talo da planta, que tem efeito relaxante; e do ácido fólico da planta, que também contribui para essa ação, pois atua na síntese de dopamina, serotonina e noradrenalina.

Estas, quando presentes no cérebro nas quantidades certas, ajudam a equilibrar a ansiedade, funcionando como um verdadeiro calmante natural, recomendado até na cura da insônia. Anda dormindo mal? Um pratinho de alface toda noite pode ajudar. Bons sonhos.

Texto: Renato Soares

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