É preto no branco

A grande maioria conhece esta hortaliça de raiz, o crocante e levemente picante “Raphanus sativus”, como rabanete vermelho ou branco. Inusitado é topar com a variedade escura, o rabanete negro. Ou “radis noir”, como dizem na França, onde é bem mais explorado.

Não só pelo baixo teor calórico e alto de fibras e vitamina C: além de maior, mais forte e mais estaladiço que seus irmãos, ele agrega um atraente contraste na decoração dos pratos, geralmente saladas, sopas e lanches. É amplamente cultivado na Rússia, Turquia, Bélgica e Austrália.

Acompanha muito bem carnes, e também pode ser servido amassado, um petisco misturado com manteiga e sal. A arqueologia conta que o rabanete negro já era familiar aos gregos, romanos e egípcios. Aparece em hieróglifos do Templo do Karnak, e parece que fazia parte do menu dos operários de Quéops. Entre os orientais, no entanto, é mais consumido na forma de suco pelas suas propriedades terapêuticas: auxiliar a digestão, a função hepática e tratar afecções respiratórias.

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Quando você achar por aí, fica a dica: misture com creme de leite fresco, sal, um pouquinho de pimenta-do-reino, e sirva como entrada crua. Bastante saboroso.

Texto: Spartaco Rodrigues

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