Abruzzo, vinhos para serem descobertos

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Abruzzo foi, no passado, sinônimo de vinhos a granel e de garrafão, mas nas duas últimas décadas transformou-se em uma região emergente, onde podemos encontrar vinhos como o desta Seleção Mensal, com uma relação de qualidade e preço excelente. São vinhos que souberam conquistar mercados para alcançar uma magnífica opinião entre a crítica e, o mais importante, ganhar o público.

Entre os motivos para esta evolução, está a versatilidade de sua variedade-estrela: a Montepulciano. Trata-se de uma das variedades com mais extensão de plantio na Itália, encontrando-se entre as três de maior superfície. Mesmo sendo encontrada em diversas regiões vitícolas do país, é precisamente na região de Abruzzo que se encontra a maior superfície deste vinhedo.

Seu cultivo tradicional em parreiras, buscando proteger as uvas do intenso sol da região; é responsável, em parte, pela má fama que, no passado, tiveram esta variedade e esta região. Este tipo de sistema de cultivo, conhecido na região como “tendone” aponta para a superprodução, aspecto esse que, logicamente, trazia uma imagem negativa a Abruzzo. Porém, a região se reinventou há alguns anos, para reivindicar sua posição como grande região vinícola.

A “Denominazione di Origine Controllata” (D.O.C.) Montepulciano d’Abruzzo foi aprovada em 1968. Estende-se por praticamente toda a região de Abruzzo. Desde Molise, ao sul, até Marche, ao norte, e oeste, junto às montanhas dos Apeninos. Geralmente os vinhos tintos dessa D.O.C. devem ser elaborados com pelo menos 85%, da Montepulciano. Sendo habitual complementar com a Sangiovese (embora não obrigatoriamente) em até 15%.

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Mesmo sendo o seu principal mercado o dos vinhos jovens, é cada vez mais comum encontrar interessantes vinhos envelhecidos em barril de carvalho. Suas reservas maturam por pelo menos dois anos, antes da comercialização. E contam com, no mínimo, seis meses de crianza em madeira.

Em 1995, criou-se outra D.O.C., denomidada “Montepulciano d’Abruzzo Colline Teramane”, com níveis de exigência levemente superiores aos da sua irmã mais velha. Veremos, com o tempo, o lugar que esta jovem Denominação de Origem alcançará. Já que, sem dúvida, busca a melhoria de seus vinhedos e vinhos, para alcançar o prestígio que a variedade merece. Quando o vinhedo é capaz de regular sua produção e a bodega é capaz de interpretar as virtudes desta varietal.

Novos projetos, investimentos, empreendedores e uma geração de enólogos que desafia as cooperativas tradicionais (perto de 40, atualmente). São, sem dúvida, a receita do cultivo idôneo para alcançar o reconhecimento de um varietal e uma região que acorda de uma longa letargia.

Texto: Alberto Pedrajo
Tradução: Paula Taibo

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