Farinhas: inovando receitas

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Há quem diga que elas são vilãs. Há quem as ache inofensivas. Outros são indiferentes e outros tantos as consideram indispensáveis. As farinhas de trigo – tanto a branca como a integral – vêm ganhando concorrentes que estão cada dia mais presentes nas cozinhas: são as farinhas conhecidas como funcionais, que derivam de cascas de frutas, grãos ou cereais triturados. Elas recebem este título pois têm a fama de ajudar a prevenir doenças, reforçar a imunidade e contribuir para regular o intestino. Além disso, estas farinhas podem ser usadas em diferentes preparos. Aqui, você conhecerá os tipos que existem e também duas receitas para sua utilização.

FARINHA DE FEIJÃO BRANCO
Fonte de fibras insolúveis e de faseolamina, proteína que diminui em 20% a absorção de carboidratos, agindo no controle do açúcar no sangue e na prevenção do diabetes. O alto teor de fibras também ajuda na redução das taxas de gorduras sanguíneas (colesterol e triglicerídeos).

FARINHA DE BANANA VERDE
Contém muito amido resistente, que não é digerido pelo organismo e, ao ser eliminado, carrega junto os açúcares e gorduras consumidos. Ao impedir a absorção do açúcar presente nos carboidratos, este amido evita um pico de glicose no sangue e o aumento da produção de insulina, a qual faz o organismo estocar a gordura que for produzida em excesso.

FARINHA DE COCO
Livre de glúten e hipoalergênica, seu teor de fibras é maior que o de qualquer outra farinha ou farelo, ultrapassando a linhaça com folga. Ajuda na saciedade, reduz o esvaziamento gástrico, melhora a função intestinal, regula o açúcar no sangue e os níveis de colesterol.

FARINHA DE BERINJELA
Rica em fibras, principalmente pectina, ela ajuda a controlar a fome e reduz a absorção de gorduras e carboidratos. Sua cor é roxa por conta da presença do resveratrol, um antioxidante também encontrado nas uvas e no vinho, que tem grandes benefícios para o coração.

FARINHA DE AMÊNDOAS
A amêndoa é excelente fonte de antioxidantes (polifenóis e outros flavonoides), que ajudam a proteger o organismo contra os radicais livres. Há diversos estudos comprovando o efeito positivo desta semente oleaginosa no aparelho cardiovascular, na prevenção do diabetes, amenizando sintomas de artrite e diminuindo o risco de Alzheimer.

FARINHA DE AMORA, UVA, JABOTICABA E AÇAÍ
Estas farinhas de frutos vermelhos contêm muita fibra, especialmente pectina, além de um arsenal de antioxidantes, que inclui o resveratrol e polifenóis.

sociedade-da-mesa

A nutricionista Suzana Bonumá ensina duas receitas práticas para incluir uma farinha diferente no cardápio diário. Anote!

PÃO DE FARINHA DE COCO
Ingredientes:

3 ovos
2 colheres de sopa de óleo de coco
1 colher de sopa de mel
1 colher de cafezinho de sal
1/2 xícara de farinha de coco peneirada
1 colher de chá rasa de fermento químico

Preparo:
Preaqueça o forno a 180ºC. Forre uma forma para pão pequena com papel-manteiga e unte com óleo de coco ou manteiga. Misture a farinha de coco com o fermento e reserve.
Em uma vasilha, bata rapidamente os ovos com o óleo, o mel e o sal, usando um batedor de ovos até ficar uma mistura homogênea. Junte a farinha com o fermento e bata com o batedor de ovos novamente, até misturar bem. Coloque a massa na forma e leve ao forno para assar por uma hora.

SHAKE RED VELVET
Ingredientes:

200ml de suco de uva sem açúcar
1 colher de sopa de quinoa em flocos
2 colheres de sobremesa de farinha de amora
100ml de leite de arroz ou coco

Preparo:
Bata tudo no liquidificador
e sirva.

Texto: Simone Cunha

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