No último ano, a valorização dos rótulos foi a maior do mercado, batendo os 20%.

De acordo com a imobiliária britânica Knight Frank, que anualmente divulga o índice Knight Frank Luxury Investment Index (KFLII). Avaliando o desempenho dos itens do mercado de luxo, vinhos raros foram o melhor investimento de 2016. Alcançando a rentabilidade de 24% e desbancando o tradicional mercado de carros, cuja rentabilidade no ano passado foi de apenas 9%.

Em outubro de 2016, durante um leilão da casa britânica Bonhams, uma caixa de vinhos Romanée-Conti de 1988 foi arrematada por 129 mil libras, o equivalente a 152 mil euros, o maior valor pago num leilão de vinhos no ano. Ainda nesse ano, o francês Pierre Bergé, cofundador da marca Yves Saint Laurent, leiloou cerca de 3 mil garrafas de vinho por um valor total estimado em mais de 7 milhões de euros.

Na última década, a valorização dos vinhos foi ainda mais expressiva, acumulando alta de 267%. Sendo os vinhos procedentes de vinhedos californianos os mais procurados – com preços subindo cerca de 440% nos últimos 10 anos – enquanto rótulos de regiões tradicionais, como Bordeaux, obtiveram alta de 150%.

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No geral, o mercado de luxo cresceu 2% em 2016. Teve valorização de 171% na última década, graças ao bom desempenho acumulado dos carros. (9% no ano passado e acumulado de 457%); moedas (6% em 2016 e 195% na última década); relógios (4% e 66%, respectivamente); joias (1% e 133%) e diamantes coloridos (0,4% no último ano e 111% na década).

Texto: Ana Carolina de Carvalho Almeida

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