A união da arte e gastronomia, como iniciativa cultural ou empresarial, gera bons resultados e novas sensações. A tinta e a refeição são efêmeras, cada uma ao seu modo, mas a impressão que elas deixam pode durar por tempo indefinido. O que uma grande cozinha instalada em um grande museu seria capaz de proporcionar, então? No mínimo, uma experiência inédita. Onde? All around the world.

No Chez MIS de São Paulo, as imagens e os sons reverberam no cardápio despojado e na vista do jardim do museu. No Laguiole, do MAM do Rio, o chef-artista Elia Schramm pincela os sentidos com criações contemporâneas, entre elas a língua defumada com foie gras, emoldurada por vagens francesas em vinagrete de framboesa.

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A magnífica sala da cúpula do Museu de História da Arte, em Viena, dá espaço para o chamado jantar “Gourmet Abend”, defronte ao “Banquete Nupcial”, tela secular do pintor flamengo Pieter Bruegel. Em Turim, o Spazio7, da Fundação Sandretto Re Rebaudengo, serve grandes expressões da culinária piemontesa.

E tem o elegante café da manhã do MoMA de Nova Iorque, no The Modern; o menu e a carta de vinhos exclusivos do Rex Whistler, dentro da Tate Britain de Londres; a típica cozinha francesa do Georges, que ocupa o andar mais alto do parisiense Centre Pompidou. Nada de alimentos deslocados no prato, jarros e cestas de frutas inanimadas, tão comuns no gênero natureza-morta. É comida da boa, vívida e inspirada.

Texto: Fábio Angelini

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