Uma epopeia de fiascos multilaterais. Assim é classificada a visita da Rainha Elisabeth II ao Brasil, em 1968. Nada assim tão grave para gerar uma crise diplomática, só eventuais crises de vergonha alheia.

Então com 42 anos, sua alteza proferiu “buenas tardes” fluentemente. E o presidente Costa e Silva deu o troco, cumprimentando- a pelo aniversário, que na verdade ocorrera 7 meses antes. Para remendar, o general saudou-a em inglês impecável, de taça erguida, dizendo: “God… God… God… the Queen”.

O “Save” simplesmente não apareceu para salvá-lo. Iolanda Costa e Silva não quis ficar para trás, quis ser gentil com o príncipe Philip. “You are a bread”, declamou a primeira-dama. O consorte da rainha ficou a ver navios. E o intérprete anônimo, entre afônico e atônito.

As gafes anglo-brasileiras prosseguiram na recepção de Brasília. Elisabeth II não gostou nada do suco de maracujá. Ficou com o copo em riste por 4 minutos, até que um garçom o levasse para o calabouço.

sociedade-da-mesa

O desfecho da noite foi monumental: no banquete oferecido pelo Itamaraty, cerca de 2,5 mil pessoas foram convidadas para prestigiar a monarca; segundo relatos, pelo menos o dobro disso compareceu. Uma grande massa avançando sobre o buffet. Muitos comendo caviar de colher.

Texto: Fábio Angelini

Faça parte do nosso clube: vinhos selecionados por uma rede mundial de especialistas, entregues na porta de sua casa, por preços até 40% abaixo dos praticados no mercado! Associe-se!