Para a maioria, comer é um momento prazeroso. Mas e para um astronauta? Lá pelos idos de 1960, sua refeição pastosa vinha dentro de tubos de alumínio (iguais aos de pasta de dente), e era espremida direto na boca.

Menu desesperador: papinhas, sopinhas, purê de maçã. Nos anos 1970, a coisa melhorou um pouco: comidas reidratadas em bolsas plásticas, canudinhos com válvula, a colher magnetizada à bandeja.

Hoje, graças aos avanços, até as embalagens flexíveis são imantadas para não saírem flutuando pelos módulos. Pode-se escolher entre dezenas de pratos, e os alimentos não são tão diferentes daqueles que apreciamos na Terra.

Os laboratórios gastronômicos da NASA fornecem frango teriyaki, carnes, frutas, massas, brownies, tortilhas. Astronautas entediados costumam até misturar alguns ingredientes.

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A principal diferença está na forma de empacotar – a vácuo – e na liofilização, tecnologia que extrai toda a água das iguarias sem que elas percam seus nutrientes e sabores. Essencial para as missões mais longas, já que o processo evita a contaminação dos alimentos por fungos e bactérias, aumentando sua durabilidade.

No entanto, bebidas alcoólicas e champagne ainda são vetadas. Nada de ressaca sideral. Sem gravidade, garrafa aberta vira míssil desgovernado.

Texto: Fábio Angelini

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