Em 323 a.C. morria Alexandre, o Grande. Ele foi embalsamado e depositado em um sarcófago de ouro preenchido com mel, a fim de preservá-lo na eternidade. Entretanto, a história culinária do fluido açucarado começou muito antes.

O mel encontrado na Geórgia, país caucasiano, tinha mais de 5 mil anos. Vasos ainda mais primitivos contendo cera de abelha foram achados na Anatólia, atual Turquia. Possivelmente, começamos a consumir mel no período neolítico. Só 4 milênios depois, seriam entalhadas as primeiras pictografias egípcias alusivas à apicultura.

Foi também há 10 mil anos que o homem inventou o hidromel, a mais antiga das bebidas alcoólicas, cultuada através dos séculos por gregos, romanos e vikings. À mesa, essa mistura fermentada de água com mel combina bem com aves, peixes e carnes exóticas. Por seu lado, o pão de mel e especiarias mais festejado e perfumado do mundo – o “Pain d’épices” – apareceu posteriormente na China, foi levado durante as Cruzadas à Europa, e ali aperfeiçoado pelos franceses.

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Além do sabor e das propriedades incríveis, o mel é a única fonte alimentar conhecida que praticamente não estraga. Se um desses tais recipientes ancestrais descobertos estivesse bem selado, longe da umidade; do calor e da luz; você poderia até se lambuzar, sem susto. O susto fica por conta do mel élfico, o suprassumo da matéria, hoje extraído de cavernas da Turquia: o quilo não sai por menos de 15 mil reais.

Texto: Spartaco Rodrigues

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