No Brasil, a maioria prefere no verão, mas no inverno também é bom. E foi sob um frio fora do comum em São Francisco, em 1905, que o garoto de 11 anos Frank Epperson descobriu o picolé.

Após preparar um suco na varanda de casa, alguém o chamou e ele acabou esquecendo o copo ao relento. Pela manhã, Frank viu que a bebida estava solidificada. Ao puxar a haste que usara para misturar o líquido, veio tudo junto, o palito e o bloco congelado.

Só que o menino-prodígio não se derreteu pelo doce gelado com sabor de fruta, nem virou sorveteiro. Deixou a ideia na geladeira e ingressou no mercado imobiliário, ignorando a invenção até 1922.

Foi quando resolveu apresentar uma receita semelhante de suco espetado aos seus amigos, que fez grande sucesso. A fórmula foi patenteada e começou a ser comercializada em 1924, sob o nome de “Eppsicle” (algo como “o gelinho do Epperson”). Era o primeiro picolé da história.

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Algum tempo depois, o produto foi rebatizado como “Popsicle” (“gelinho do papai”), que era como os filhos de Epperson chamavam o picolé. Até hoje, o termo é sinônimo de picolé (ice pop) nos Estados Unidos. Na Inglaterra é “ice lolly”, na Irlanda é “freeze pop”, na Nova Zelândia é “ice pole”.

Os primeiros picolés chegaram às nossas ruas em carrinhos de sorvete, entre 1941 e 1942: o Eski-Bon e o Chicabon, da empresa americana U.S. Harkson, que depois se transformaria na Kibon.

Texto: Spartaco Rodrigues

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