Os números mais apimentados do mundo comestível podem ser comparados através da escala Scoville, criada em 1912 pelo farmacêutico Wilbur Scoville.

Ela mede o grau de intensidade da pimenta, que vai de zero SHU (zero ardência) até 16.000.000 de unidades SHU (pura capsaicina, o composto químico responsável pela percepção de ardor da pimenta).

Vamos começar de leve, pela pimenta-biquinho, com 1.000 SHU, o tabasco e a jalapeño, em torno de 6.000 SHU, e a dedo-de-moça com seus 15.000 SHU.

Esquentando um pouco mais: 30.000 SHU para a pimenta-de-cheiro, 50.000 SHU é o grau da caiena, e arredondando para 100.000 SHU, a malagueta. Até aqui, é mais ou menos aceitável para uma parcela dos humanos.

Porém, a picância é uma sensação subjetiva também, assim como o sabor e o aroma. Talvez exista gente que suporte. Então, a pimenta habanero, originária da Amazônia e difundida no México: até 350.000 SHU.

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Difícil é crer que alguém encare a indiana “Bhut Jolokia” indiana. Primeira a ultrapassar a marca de 1 milhão (1.040.000 SHU); ou a flamejante “Carolina Reaper”, pimenta criada pelo americano Ed Currie; a mais ardida das galáxias desde 2013, com 2.200.000 SHU. Tão incendiária que um mísero grama seria suficiente para abrasar 150 toneladas de molho.

Depois de tanto calor, só mesmo tomando uma gelada artesanal, que pode ser a Rogue Chipotle Ale, dos EUA; ou a Coruja Labareda, do Brasil. Mas beba sossegado sua cerveja, aqui as pimentas não derretem a língua, só atiçam o paladar.

Texto: Spartaco Rodrigues

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