Thomas Edison disse que a genialidade é 1% inspiração e 99% transpiração. No mundo gastronômico, equivale a dizer o mesmo do talento e da dedicação. Todos querem ser chefs, e ninguém quer descascar batatas, lavar pratos, varrer o chão. Quem pretende ingressar no ramo, comandando uma cozinha ou abrindo um restaurante, deve saber que não são lugares para fracos ou aventureiros. Só paixão não põe a mesa.

Para Jun Sakamoto, um dos melhores sushimen do Brasil, ter êxito na área requer muito mais preparo nos negócios do que perícia no fogão. Parece haver uma distorção entre o sonho e a verdade, em parte motivada pela fantasia midiática das competições culinárias e faculdades desconhecidas. As personalidades-espelho são, em sua maioria, donos e gestores de restaurantes bem sucedidos, não necessariamente cozinheiros. Temos uma versão velada e reduzida do longo caminho a percorrer, um cenário que alça a profissão às alturas, mas deixa a realidade do profissional meio de lado.

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A gastronomia vai além de um prato bonito, colorido e saboroso. O simples fato de se tornar chef não garante dinheiro no bolso, e só de glamour não se vive. Para ter seu próprio estabelecimento, então, é preciso saber administrar. Em qualquer caso, conhecimento e empenho são temperos absolutamente vitais. Amor com pé no chão. Mais do que cozinhar, empreender.

Texto: Spartaco Rodrigues

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