Michele Crispim

Ela chegou de mansinho e, com muito talento, foi fazendo suas conquistas e surpreendendo a todos, incluindo jurados e competidores, no MasterChef 2017 de cozinheiros amadores. Para o público, no entanto, a simpática Michele ter sido eleita a mais nova melhor cozinheira amadora do Brasil não é nenhuma surpresa. Ela ganhou o desejado prêmio do concurso em agosto, mas bem antes da reta final do programa, esta catarinense moradora de Palhoça já era uma das favoritas na #quemfica do programa. Com vocês, a MasterChef Michele Crispim.

1) Antes de mais nada, nosso clube deseja dar os parabéns pela sua conquista. Agora, para começar, queríamos falar um pouco da Michele pré-MasterChef. Como foi a sua trajetória antes? Qual é (ou era) a sua profissão até aqui?
Eu sou formada em gestão de pessoas e trabalhei muitos anos na área de recursos humanos. Antes de entrar no programa, eu trabalhava na administração de um bar em Florianópolis.

2) O desejo de cozinhar surgiu quando na sua vida?
Meus pais sempre cozinharam, e eu sempre os ajudei, então, estar na cozinha sempre foi algo muito natural pra mim. Sempre tive facilidade na cozinha e era eu a responsável por cozinhar nos encontros das amigas. Quando passei a morar sozinha, além de ser um hobby, cozinhar virou uma necessidade. E depois de casar, eu comecei a preparar pratos mais elaborados para surpreender em casa! O MasterChef também influenciou na forma como eu cozinhava. Eu assisti a todas as temporadas, e ficava tentada a reproduzir em casa os pratos que os participantes faziam na televisão.

3) O que é melhor e o que é mais tenso em estar no MasterChef?
O melhor é viver essa experiência, ter contato com chefs renomados e que estão ali para, além de te julgar, ensinar, dar conselhos e auxiliar no nosso crescimento como cozinheiros. O mais tenso é estar sendo avaliado não só pelos chefs, mas por todos os telespectadores do Brasil!

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4) Durante o programa, você falava bastante que MasterChef era um sonho pra você. Como foi a sensação de ter sido selecionada entre tanta gente?
Quando se entra em um processo seletivo com tanta gente, você sabe que a probabilidade de alcançar sucesso é muito pequena. Não basta ter conhecimento, você tem que estar preparado emocionalmente. Você não pode se assustar com as câmeras e precisa conseguir cozinhar bem diante de todo esse cenário. Desde os primeiros testes, eu percebia a possibilidade de entrar como um sonho distante. Mas aos poucos ele foi ficando mais próximo, até que se tornou real.

5) Você transmitiu, durante toda a temporada, um autocontrole incrível. Parecia não se deixar abalar e jamais perdia a calma. Era isso mesmo ou a ideia era passar ao público uma postura forte?
Eu consegui manter a calma na maior parte do tempo, realmente. Mas não foi sempre, nem em todas as provas. Mas eu percebia que quando eu me descontrolava, eu ia mal, então cada vez mais eu procurava ficar tranquila e concentrada, pra conseguir superar os desafios e os concorrentes, que eram muito fortes.

6) Vamos falar da real cozinha da chef Michele: o que você mais gosta de preparar, quais os ingredientes e pratos que realmente te dão satisfação ao fazer?
Eu me arrisco em todas as áreas, o que acho que foi uma vantagem pra mim no programa. Mas eu amo preparar massas! Acho uma arte incrível e invisto horas e horas na cozinha fazendo massas de diferentes tipos.

7) Como foi o seu aprendizado na cozinha do MasterChef? Como a participação mudou sua maneira de cozinhar?
Mudou totalmente. Eu sou uma cozinheira amadora, e que como tal, tem algumas dificuldades. Mas o MasterChef me fez enxergar de uma forma diferente a construção dos pratos, a importância de cada elemento na construção do sabor. A gastronomia é mágica!

8) O que achou do relacionamento com os jurados? Qual sua opinião sobre cada um deles? Ficou alguma mágoa?
Nós tínhamos pouco contato com os chefs, até para evitar que se formasse um vínculo pessoal. Mas eu aproveitei cada segundo dentro da cozinha para aprender com eles. Não tenho absolutamente nenhuma mágoa, a minha admiração por cada um deles só aumentou depois da minha participação no programa.

9) Entre os participantes, houve algum que se tornou realmente amigo, daqueles que você levará para a vida toda?
Teve, sim! O Vitor B e a Ana Luiza!

10) Alguma prova realmente apertou seu coração na disputa? Teve alguma que fez você pensar “de hoje não passo”?
O momento mais difícil pra mim foi na prova do Lamen! Fiz até promessa nesse dia!

11) Vencer o MasterChef sem dúvida foi o ponto alto. Mas durante a temporada, o que foi mais marcante para você?
Com certeza foram o carinho e reconhecimento do público. Eu tive muito apoio, e fiquei muito feliz em ver que as pessoas gostaram de mim apenas pelo fato de verem a minha dedicação e esforço para superar as minhas dificuldades.

12) Quais são seus planos daqui para a frente?
Pretendo começar a fazer aulas de francês o quanto antes, para poder planejar minha ida a Paris para a realização do meu curso. Estou trabalhando também para o meu canal no Youtube, fazendo eventos na área da gastronomia e estudando cada vez mais!

13) Por último, afinal estamos numa revista de vinhos, o que acha de nossa bebida preferida? Algum vinho te conquista?
Com toda certeza também é a minha bebida preferida! Já fui até algumas regiões das serras catarinense e gaúcha para conhecer vinícolas e aprender um pouco mais sobre vinhos. Pinot noir e Merlot são meus preferidos!

PINGUE-PONGUE

Prato preferido: steak tartar
Um chef referência pra você: Claude Troisgros
Um país: Brasil
Um desejo: conhecer o mundo
Um hobby: ir à praia
Vinho combina com: momentos felizes
A chef Michele em uma palavra: resiliência

Texto: Paulo Samá
Fotos: Wil Koetzler / Divulgação Band

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