Nabo, que nabo é esse?

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Ele vai muito bem em saladas e é muito explorado na culinária oriental. Não se sabe bem quando começou a ser consumido. Mas foi um alimento muito popular na dieta dos romanos e gregos. E apesar do nome muitas vezes associado a problemas – “isso aí é um nabo que eu não quero nem pensar agora…” -, está bem longe de ser um “presente de grego” no prato.

Pelo contrário, o nabo, ou Brassica rapa L., é um grande aliado das dietas de emagrecimento e do bom funcionamento do organismo, principalmente dos intestinos, por conta de ser um alimento bastante rico em fibras, sais minerais e vitaminas. Há páginas na internet que chegam a citar mais de 190 receitas emagrecedoras preparadas com nabos, seja em saladas, sopas, purês, acompanhamento de pratos quentes e outras variações culinárias.

O nabo faz parte da mesma família da couve, do repolho e do brócolis. Ele chegou ao Brasil pelas mãos dos colonizadores portugueses e se desenvolve melhor em regiões de clima temperado. Em tubérculos de várias formas, tamanhos e cores, como a branca, rosa avermelhada, verde e roxa, o nabo oferece muitos benefícios à saúde. Dele se aproveita tudo, incluindo as folhas e os tubérculos, que são ótimos para conservas. Só para termos uma ideia, uma porção de 100g de nabo cru e fresco tem apenas 28 calorias e atende a 35% do ideal diário de consumo de vitamina C.

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De gosto refrescante e levemente amargo quando cru, o nabo fica mais suave quando cozido ou refogado. E além de ser uma mão na roda para quem quer perder uns quilinhos, tem muitas benesses. Suas fibras, por exemplo, promovem a sensação de saciedade (o que ajuda a gente a fechar a boca mais rápido e comer menos), contribuem para o controle da glicemia, prevenindo contra o excesso de glicose e, de quebra, ajudam a eliminar as toxinas do organismo.

Além disso, os compostos responsáveis pelo amargor da planta, chamados de glucosinolatos, decompõem-se em outras moléculas que, apesar dos nomes complicados (isotiocinatos e lindóis), têm se comprovado benéficas como antitumorais, de acordo com estudos divulgados pelo International Journal of Oncology.

Complementando suas vantagens, o nabo também contribui pra nos proteger dos problemas de coração, faz bem para os olhos, pele e cabelos, e comer os tubérculos pode ser benéfico contra a asma. Tudo isso graças a uma composição de dar inveja a muita plantinha com fama de saborosa por aí. Confira o quadro:

• Fibras: atuam no bom funcionamento intestinal e na redução de gordura.
• Vitamina B1 (tiamina): ajuda a acalmar e reduz o nível de estresse.
• Vitamina C (ácido ascórbico): repleta de benefícios, entre eles prevenção contra gripes e resfriados, regulação dos níveis de colesterol e dos radicais livres, combate da hipertensão etc..
• Vitamina K: ajuda na coagulação e protege as artérias da calcificação. Contribui ainda para as funções cerebrais e nervosas.
• Cálcio: perfeito para preservação dos ossos e dentes, combate a osteoporose e também ajuda a proteger os olhos.
• Potássio: controla a pressão arterial, faz bem para o coração e ajuda a reduzir o estresse.
• Fósforo: melhora o metabolismo de energia e é bom pra cabeça, fortalecendo a memória.
• Manganês: transforma gorduras e proteínas em energia.
• Magnésio: fera no combate aos radicais livres.
• Sódio: bom para o sistema nervoso, nas quantidades certas.
• Luteína: um excelente antioxidante.

Para finalizar, é importante saber que o nabo tem um custo bastante acessível nos mercados, feiras-livres e sacolões da vida. E pra deixar a coisa melhor ainda, é uma planta que dá pra cultivar em horta doméstica sem ter muito trabalho. Estamos esperando o que para nos tornar microprodutores de nabo?

Texto: Renato Soares

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