O cacau foi o champagne dos astecas e maias, que o brindavam em solenidades há cerca de 2600 anos. E como bebida de luxo, não poderia ser acondicionada em qualquer recipiente. Pelo menos, foi o que comprovou a antropóloga Patricia Crown.

Próximo à região de Chaco Canyon, Novo México, foram achados jarros cilíndricos de cerâmica, decorados com hieróglifos e cenas da corte maia. Após análise bioquímica de um especialista da Hershey’s, verificou-se que os potes de 1300 anos continham algo já suspeitado: resíduos de chocolate. Os mais antigos do mundo, até então. Pois é, nem todas as descobertas arqueológicas vêm do Egito, algumas vêm do Novo Mundo.

Produto oneroso e sagrado, obrigatório em banquetes e rituais religiosos. O cacau tinha os seus grãos fermentados, torrados e moídos, misturados com água e condimentos. Depois, era tudo bem remexido até formar uma espuma – um belo “shake” maia.

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Os séculos passaram e outro cerimonial aconteceu em Utah, vizinho do Novo México. No último Valentine’s Day, Tryston Brown, de 14 anos, deu um chocolate a cada uma das 537 meninas da sua escola. Não era líquido, requintado ou tão dispendioso, mas virou notícia também.

Texto: Spartaco Rodrigues

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