Roy Plunkett tinha um belo emprego como químico na DuPont. Em 1938, ele estudava fluidos para refrigeração, esperando obter um tipo inédito de clorofluorcarboneto. Em 6 de abril, foi checar o experimento da vez: um cilindro contendo tetrafluoretileno (TFE) congelado, que deveria produzir um novo gás.

Ao abrir a câmara, um decepcionado Plunkett verificou que não havia nadinha de gás lá dentro. Só uma substância branca e cerosa em forma de pó, resultante da polimerização do TFE.

Intrigado, o cientista a testou e acabou descobrindo propriedades surpreendentes: baixíssimo coeficiente de atrito, impermeabilidade, toxicidade aparentemente nula, alta resistência a ácidos e bases, a temperaturas altas e baixas.

Em 1941, o material foi patenteado e depois batizado em 1944 como Teflon. Serviu aos interesses bélicos da Segunda Guerra, antes de ser apresentado comercialmente em 1946 e, aí sim, invadir as cozinhas do mundo.

sociedade-da-mesa

Hoje, o Teflon beneficia uma série de indústrias, da aeroespacial à eletrônica, da construção às comunicações. Porém, é bem mais popular na culinária graças à sua capacidade antiaderente.

Também exige menos óleo nos preparos. É fácil de lavar e impede o contato dos alimentos com o ferro e alumínio. Não costuma incinerar ovos fritos nem carbonizar panquecas, mas não dê as costas. Esquenta num piscar de olhos.

Texto: Spartaco Rodrigues

Faça parte do nosso clube: vinhos selecionados por uma rede mundial de especialistas, entregues na porta de sua casa, por preços até 40% abaixo dos praticados no mercado! Associe-se!