O papel toalha só chegaria em 1907, impulsionado por uma falha de produção e uma boa dose de perspicácia. O caso é que um trem recebeu uma remessa de papel higiênico Scott fora das especificações, mais grosso e poroso.

Para a empresa, o jeito era recolher o papel ou achar outro uso para ele. Na época, a América enfrentava preocupantes surtos de gripe. Para reduzir a contaminação na escola, um professor da Filadélfia resolveu substituir as toalhas de mão dos banheiros, compartilhadas, por folhas individuais de papel higiênico picotado.

Em primeiro lugar, quando se é convidado para o jantar, é de bom tom levar um “regalo” à família. Não precisa ser algo caro; um item já conhecido, da própria região, resolve. Parece justo, já que irão entupir você de comida. E não recuse nada, é falta de educação.

Pular o primeiro ou o segundo prato até pode, ninguém quer matar você pela boca; porém, nem pense em pedir massa e carne no mesmo prato, não faz parte da cultura. Por outro lado – e caso encontre forças e espaços que sequer sabia existirem em você –, faça a famosa “scarpetta”: limpe a sobra de molho no prato com o pão e coma. A etiqueta italiana permite e enxerga como elogio.

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Muitos de nós têm a mania de espalhar queijo ralado em tudo. Fazê-lo na massa com frutos do mar, funghi porcini ou tartufo é impensável, não harmoniza, é quase um insulto. Como pedir uma “bistecca alla Fiorentina” bem-passada, ou um cappuccino depois da refeição.

Café ok, mas cappuccino é para a manhã, bem acompanhado de um “cornetto”. O pão sobre a mesa não se corta com a faca, se parte com as mãos. Aliás, faca e macarrão são inimigos. Talhar o espaguete é pecado mortal e imperdoável, uma passagem só de ida para o inferno, sem pão e sem água.

Texto: Fábio Angelini

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