O potencial do vinhedo mediterrâneo francês

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Languedoc é a expressão do vinhedo francês essencialmente mediterrâneo. Esta região abriga aproximadamente 40% dos vinhedos da França. Sua diversidade, potencial e forte vitivinicultura estão convertendo-a, cada vez mais, na região de maior desenvolvimento do país.

O vinhedo mais vasto da França começa na fronteira espanhola e percorre todo o eixo mediterrâneo francês. Languedoc, junto com sua inseparável Roussillon, são a esperança francesa para a elaboração de vinhos, já que por seu desenvolvimento e potencial, são os responsáveis pela maior produção de vinhos do país, batendo áreas de grande nome como Borgonha e Bordeaux e, claro, com uma melhor relação qualidade-preço.

O cultivo da videira chegou a esta região com os gregos no Século VIII a.C. Mas foi desenvolvido com o trabalho dos romanos, que junto com os vândalos, a conquistaram no ano 778. As excelentes condições climáticas fizeram com que, já na época romana, a produção de vinhos demonstrasse seu enorme potencial, chegando a competir, inclusive, com os vinhedos italianos de referência na época.

Languedoc foi conquistada por Carlomagno, que, ao morrer, deixou as terras para um de seus filhos e encomendou a administração aos condes de Toulouse. De lá nasceram os condados de Roussillon e Cerdeña, domínio da coroa de Aragão. Pelo outro lado do baixo Languedoc havia o condado de Toulouse. Anos depois, em 1271, ao extinguir a dinastia dos condes de Toulouse, a província finalmente integrou-se ao reino da França, com a cidade de Corbières como fronteira entre este reino e a Coroa de Aragão.

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Séculos mais tarde, perto de 1800, graças à ferrovia, a produção de Languedoc ficou conhecida no resto do país e Europa, com um comércio embasado fundamentalmente em vinhos de mesa de baixo valor, o que criou uma fama ruim. A região manteve, graças à sua superprodução, uma influência sobre a produção vitícola da França até o princípio dos anos 1980, mas assim como aconteceu com a decadente grandeza de Roma, o império vinícola do eixo mediterrâneo francês desmoronou com o peso da superprodução, que trouxe uma notável queda na qualidade dos vinhos, traduzindo-se em grande diminuição das vendas e uma crise sem precedentes.

Por sorte, os vinhos de Languedoc souberam reagir, desde sua origem modesta e a granel para a atual tendência de vinhos de alta gama, com valores muito bons. Tudo isso graças ao trabalho de jovens viticultores vindos de outras regiões e a uma invejável riqueza de variedades, onde podemos encontrar, entre outras: Garnacha Tinta; Garnacha Branca; Moscatel; Clairette; Macabeo; Marsanne; Roussanne; Vermentino; Carignane; Syrah; Monastrell e Viognier.

Languedoc é, hoje em dia, um paraíso, onde é fácil encontrar excelentes vinhos como os desta seleção de duas variedades-estrela. Um Viognier e um Syrah de Domaine de Vedilhan, plenos de fruta e redondos.

Texto: Alberto Pedrajo
Tradução: Paula Taibo

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