Miracle fruit, a viagem gustativa

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Há indivíduos capazes de mastigar jiló, tomar chá de boldo ou chupar limão, e acharem o suprassumo da doçura.

Não são seres de outro planeta, nem possuem distúrbios mentais ou metabólicos. Simplesmente comeram a polpa da “fruta milagrosa”, momentos antes. Nativa da África Ocidental e de tamanho semelhante ao café, a “Synsepalum dulcificum” não é doce em si, mas tem uma substância chamada miraculina que desnorteia as papilas gustativas por até três horas, dá um nó na parte do cérebro incumbida de desmistificar sabores, e faz o nosso paladar sentir qualquer alimento adocicado, mesmo os mais ácidos.

Os nova-iorquinos não perderam tempo e criaram as “flavour tripping parties”: raves sensoriais nas quais os convidados experimentam montes de coisas coloridas e cítricas para evocar impressões “alucinógenas” na boca. Limas; pepinos; vinagre; queijo de cabra; maçã-verde; mostarda; tabasco. Com esse potencial de transformar o almeirão mais amargo no figo mais doce, a “miracle fruit” pode ser de grande valia nutricional (e emocional) para diabéticos, além de combater o gosto metálico que certos quimioterápicos causam.

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Nos EUA e na Europa, a fruta é normalmente encontrada in natura ou processada em forma de pastilhas. No Brasil é difícil, mas se você conseguir, lembre-se de mastigá-la sozinha e não esquentá-la. Na sequência, selecione algumas iguarias ácidas interessantes e deixe a mágica acontecer.

Texto: Fábio Angelini

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