Estar livre para tomar umas e outras de vez em quando, passar um pouquinho da conta, acontece com muitos. Entre amigos, em casa, numa festa mais reservada ou socialmente, vá lá. Sem dar vexame ou causar uma guerra. Este é o lado bom de ser anônimo, pessoa comum: não há holofotes midiáticos, e logo os pequenos deslizes evaporam junto com o álcool.

Difícil esquecer quando o mesmo ocorre com um personagem público. Vejam Boris Yeltsin. Sempre lembrado por dançar em eventos e campanhas, falar enrolado, tropeçar em escadarias e palanques. É possível conferir no YouTube o que umas vodcas a mais fizeram: “Best of drunk Boris Yeltsin”; “Boris Yeltsin dancing”; “Highlights Boris Yeltsin (funny moments)”. Simplesmente não conseguiu passar a seco seus oito anos como o primeiro presidente da Rússia, após o colapso econômico da União Soviética.

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Uma vasta literatura documenta também as lendárias frases e peripécias etílicas de Winston Churchill, ex-primeiro ministro britânico. Umas delas vem de 1946. Ao deixar a Câmara em Londres, foi abordado pela congressista Bessie Braddock, que lhe disse: “Winston, você está bêbado”. Fã confesso de uísque, conhaque e champanhe, Churchill respondeu com sua elegância de praxe: “Madame, a senhora é feia. Pelo menos, amanhã, eu estarei sóbrio.”

Excesso e respeito não falam a mesma língua.

Texto: Fábio Angelini

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