Sal rosa do Himalaia é mais benéfico?

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Nas últimas décadas, o sal rosa do Himalaia ganhou popularidade sob a alcunha de ser mais rico que o sal refinado. E, por isso, mais benéfico à saúde. Já que teria, em sua fórmula básica, uma quantidade de minerais muito maior que a dos demais sais. Além de ser, também, mais puro. Mas até onde tais informações são verdadeiras e onde começa o mito?

De acordo com a nutricionista Gabriella Gachet, do Vigilantes do Peso. A principal diferença entre os tipos de sais – como o sal marinho, o sal refinado e o sal rosa – está na forma e no local onde ele é extraído. E se ele sofreu ou não algum processo de refino. “Existe, também, uma pequena diferença na quantidade de sódio e minerais presentes em cada um deles. O sal rosa, por exemplo, possui uma quantidade menor de sódio que o sal refinado. Além de possuir iodo naturalmente, mineral que precisa ser adicionado ao sal comum”.

Para ela, o fato de o sal rosa do Himalaia possuir mais minerais que os demais sais não faz dele mais benéfico, uma vez que essas quantidades ainda estão muito aquém do necessário numa dieta saudável, o que quer dizer que, apesar de a concentração de minerais no sal rosa ser superior aos outros, ele, ainda assim, não é uma fonte expressiva de nenhum dos elementos que carrega. Com exceção do sódio.

“Apesar de possuir diversos minerais essenciais ao bom funcionamento do organismo, como cálcio; ferro; zinco e magnésio. A quantidade desses elementos é tão pequena que precisaríamos consumir uma quantidade absurda de sal para que efetivamente constatássemos algum efeito benéfico ao organismo. Por exemplo, 1g de sal rosa possui aproximadamente 1mg de cálcio. As necessidades diárias de cálcio são 1000mg; ou seja, seria preciso consumir 1kg de sal para atingir a quantidade de cálcio que o organismo precisa, o que é impossível”.

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A respeito da pureza, a nutricionista do Vigilantes do Peso afirma que essa alegação se dá justamente por conta da preservação do sal. Que ficou nas montanhas da Cordilheira do Himalaia. Principalmente no Paquistão, durante milhões de anos. Como as minas ficaram protegidas durante todo o tempo no interior da montanha, acredita-se que ele seja o sal mais puro do planeta por não ter sofrido com o aumento da poluição ou com as mudanças climáticas. “Mas ainda assim ele pode conter algumas impurezas. Como resquícios de algas, por exemplo. Por não sofrer o processo de refino, onde algumas substâncias são adicionadas ao sal, ele pode ser considerado livre de aditivos químicos”, explica.

Há, contudo, benefícios do sal rosa do Himalaia que vão além do mito dos minerais. “Poderíamos dizer que o seu principal benefício é possuir menos sódio que o sal refinado. Porém isso impacta também no seu poder de salgar os alimentos. Pessoas acostumadas a utilizar o sal comum, refinado, podem achar que ele é “menos salgado”, acabar adicionando uma quantidade maior do sal rosa. E, consequentemente, consumindo a mesma quantidade de sódio presente no sal comum, ou até mais. O excesso de sódio pode causar aumento da pressão arterial e da retenção de líquidos no organismo”, finaliza Gachet.

Texto: Ana Carolina de Carvalho Almeida

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