Abacate, foie gras vegetal

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Por lembrar bastante o fígado de pato no formato, na textura e na gordura, tem gente que utiliza o abacate como se fosse foie gras em seus pratos. Um restaurante paulistano criou o “guacamole amazônico”, combinando a polpa da fruta com açaí branco, mandioca cozida, tomate e cebola. Mas pode apreciar puro ou integrando receitas salgadas, sem medo e sem exagero. Poucas frutas são tão saudáveis.

São 500 tipos no mundo e 50 aqui. O sabor agradável, delicado e neutro, parece umami. Ainda assim, o brasileiro teima em comer o abacate só como doce, sobremesa ou lanchinho, misturado com açúcar ou mel, no máximo limão, batido com leite ou outras frutas. Subestima a versatilidade da Persea americana, espécie capaz de inspirar incontáveis receitas salgadas em outros países, onde é ingrediente de saladas e sopas, mescla-se às verduras, tomates, cebolas e ervas aromáticas. É temperado com maionese, azeite, sal e pimenta, é a guacamole e está em ceviches, snacks e hambúrgueres japoneses. Acompanha vários pães, pratos e o vinho do Porto no Caribe. E até o misto-quente chileno.

OLEAGINOSO DO BEM
Originário da Guatemala, das Antilhas e do México, o abacate pequeno marca em média 350 calorias, e por isso, a fruta carrega o estigma de engordativa. Nem tanto. Possui gordura, sim, mas a boa, monoinsaturada (ácido oleico, o mesmo do azeite), de fácil absorção. Pode até ser evitado entre aqueles que seguem regimes de emagrecimento. Porém, favorece as dietas de quem tem problemas digestivos, ajuda a reduzir o colesterol ruim e os níveis de glicose. Outra vantagem do abacate é ser recheado de fibras: aumenta a saciedade e diminui a compulsão das formiguinhas de plantão.

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As duas principais variedades de abacate são Strong (verde) e Hass (avocado) – este último, de menor dimensão e valor calórico, casca mais escura e rugosa. Ambos, de alto teor nutritivo e quantidade de proteínas, vitaminas A e E, minerais e antioxidantes. Que não estão apenas na polpa suave, mas também na casca e no caroço.

Fruta energética e completa que produz o ano todo (e mais no verão), o abacate é recomendado para diabéticos por conter pouco açúcar e quase zero de amido, e tem se mostrado eficiente para aliviar os sintomas da psoríase, queimaduras de sol e a halitose. Gera máscaras capilares, cremes e óleos, porque conserva a beleza da pele e dos cabelos. É ainda usado para proteger os olhos, prevenir certos tipos de tumores, combater distúrbios pulmonares e aumentar a libido.

GORDURA MONOINSATURADA: ajuda a reduzir os níveis de colesterol ruim (LDL), a proteger o sistema cardiovascular e controlar a glicemia.
FIBRAS: promovem o bom funcionamento intestinal e a sensação de saciedade.
VITAMINA C: parceira do sistema imunológico, possui ação desintoxicante e antioxidante. Boa para a pele.
VITAMINA E: favorece a fertilidade e protege contra a ação dos radicais livres (antioxidante).
POTÁSSIO: auxilia no funcionamento dos músculos, na regulagem da pressão e frequência cardíacas.
MAGNÉSIO: contribui para a formação óssea, o alívio do cansaço e relaxamento muscular.

A dica é escolher os abacates mais pesados e firmes, e para os pratos salgados, os bem maduros. Quem ainda não se sente preparado para desmamar da vitamina de abacate com leite e açúcar, pode iniciar a transição adicionando pedacinhos de castanha-de-caju ou amendoim torrado e salgado sem casca. Excelente.

Texto: Spartaco Rodrigues

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