Hors concours

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Salvo as instituições mais requintadas ou as altas rodas hierárquicas, ninguém tem aulas de etiqueta culinária na escola. Umas poucas em casa, da mamãe ou da vovó, e basta. É por isso que não existe melhor lugar na face da Terra para cometer uma boa gafe, do que na mesa. Pessoas são atraídas por ela, é inevitável.

Cotovelos fincados e bolsas pousadas no tampo, quase todo mundo lembra. Sonoplastias mastigatórias e começar a comer antes do anfitrião, também. Ou esticar os braços sobre a mesa para se servir: você pede para quem está mais perto do seu objeto do desejo. Corpo ereto, e garfo no ar viajando até a boca, sempre com pequenas porções equilibradas. Boca que não deve falar alto nem ser retocada com batom. Se houver lenços de papel na mesa, quer dizer “tire o batom”.

E com um caroço de azeitona, como é que se faz? Ou espinhas de peixe? Alguns dizem para recolher da boca com o garfo mesmo, mas Glória Kalil diz que é muito mais simples e elegante pegar tranquilamente com os dedos, e devolver ao prato ou pratinho de apoio.

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Desafios vão surgir. Não finja que sabe, pergunte se tiver dúvida. Ou observe até que alguém dê o primeiro passo, ou a primeira garfada, e depois reproduza. A não ser que você dê o azar de se sentar ao lado de um Scooby-Doo, um Homer Simpson ou uma Magali.

Texto: Fábio Angelini

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