Uma questão de imagem

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Nos primórdios, o homem comia insetos para sobreviver, por falta de coisa melhor. Há séculos, japoneses degustam vespas, tailandeses gostam de grilos, africanos cozinham larvas, e chineses curtem espetinhos de gafanhotos. Hoje, são milhões de pessoas consumindo insetos. E apesar da aversão ao conceito que a maioria nutre, a própria ONU aposta que besouros, formigas e outros parentes de seis patas são o futuro.

Vamos aos fatos: insetos contêm proteínas, cálcio, ferro, zinco e pouca gordura; são fáceis de criar, não ocupam espaço e se reproduzem facilmente; dão origem a novos empregos e fontes de renda; e podem ocupar pratos, ao invés de plantações.

Um país em especial vem aderindo à moda da entomofagia e vê crescer a classe dos ento-chefs: a Finlândia. Onde a empresa Entocube cria microrebanhos de grilos, e eventos como o “Bugs Love Beer” fazem sucesso: almôndegas de insetos, grilos crocantes e gafanhotos cobertos de chocolate, servidos com cervejas artesanais. Sem falar na farinha de insetos da terra, que pode ser usada para fazer pães, biscoitos e pizzas, entre outros.

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Em nosso Vale do Paraíba, a farofa de içá é bastante apreciada, mas trata-se de um costume pontual. Talvez leve um bom tempo antes de atingirmos o nível de consciência ecológica dos finlandeses. Vamos ver. Há 25 anos, quase todos torciam o nariz para o peixe cru.

Texto: Fábio Angelini

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