A volta para casa

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É parente chegado do inhame e do cará. Tubérculo pequeno que se come cozido como a batata, mas não é batata. Muita gente o confunde com a taioba. Seu gosto tem algo de amendoado, doce e sutilmente terroso, lembrando castanha portuguesa.

O nome é mangarito, vegetal sul-americano rústico e nutritivo, dos tempos da horta do fundo do quintal. Próprio da culinária rural, acabou caindo no esquecimento por causa da sua sazonalidade (demora oito meses para chegar à colheita) e da concorrência da batata-inglesa.

Graças aos esforços de alguns produtores, vem voltando ao cenário gastronômico. E isso é ótimo, porque o mangarito é nutritivo e energético, exige poucos cuidados de plantio e vai bem frito ou cozido, em pratos doces e salgados como purê, na sopa, em bolinhos e assados.

Seu formato parece o de uma batata cheia de dedinhos e a superfície extremamente rugosa assusta, mas após aferventado por alguns minutos, a casca desliza suave. Carboidratos, proteínas e fibras, junto com um frango caipira, ou assado na brasa com melado. Sabor agradável, conhecido dos índios, agora trilha novos caminhos para chegar aos chefs.

Texto: Spartaco Rodrigues

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