Pipoca

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Durante a Grande Depressão dos EUA, a pipoca era barata e tornou-se um dos poucos luxos acessíveis. Mais ou menos à mesma época, o ser humano aderia à moda de levar sacos de pipoca aos cinemas. Hoje, “combos” marquetizados cobram preços cinematográficos pela pipoca, capazes de estourar o orçamento do consumidor comum.

Por falar em estouro, o interior do grão de milho seco está cheio de água. Quando aquecido, a água vira vapor, faz pressão e o grão explode, de dentro para fora. Pipoca. Há também uma explicação mítica pré-colombiana para o processo: o grão de milho armazenaria um espírito ou deus dentro de si, que ficava irritadíssimo com o fogo até o ponto de finalmente estourar.

Através de evidências arqueológicas milenares encontradas no Peru e Novo México, a primeira
pessoa a lançar acidentalmente o milho ao fogo (ou à areia escaldante) foi provavelmente um indígena americano. O alimento era essencial na sua dieta e na sua vida. Tanto que a pipoca possuía também função ornamental: enfeitava os cabelos nativos. Se era consumida depois, não se sabe.

Texto: Fábio Angelini

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