Sicília, os vinhos do Etna

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A Sicília tem a magia, a luz e o encanto das ilhas do
Mediterrâneo. Uma terra que sabe conquistar o visitante
com sua hospitalidade, alegria, gastronomia e vinhos.
Impossível ir para lá e não querer ficar. E na volta, fica a
saudade. É um desses lugares que é puro prazer para os
sentidos, com suas paisagens idílicas. Na sua limitada
extensão é possível avistar o cume nevado do Etna,
contemplar as hipnóticas colinas de cereais que balançam
com os ventos, os fragrantes campos de laranjas, os
templos gregos e, como não, as cálidas águas do
Mediterrâneo.

Trata-se da maior ilha do Mediterrâneo, na qual o sinuoso relevo permite experimentar com múltiplas orientações do vinhedo, que vem enraizando-se na região desde que se ergueram os templos gregos, hoje grandes atrativos turísticos.

A ilha reúne condições privilegiadas para o cultivo: seu clima, a influência do mar e o rico solo vulcânico unem-se para elaborar vinhos de grande intensidade e extrato, com variedades principalmente autóctones, como a Nero D’Avola, Nerello Mascalese, Nerello Mantellato, Perricone, Frappato, Carricante e Catarratto, entre outras. Este é, sem dúvida, um fiel reflexo das condições únicas desta ilha, que é considerada a terra do mar e do fogo.

Com aproximadamente 200.000 hectares de vinhedo, a Sicília é uma das regiões vinícolas mais importantes da Itália. Mas se algo se destaca na viticultura siciliana, além da sua história e das qualidades do vinhedo, é o seu aporte para a viticultura ecológica, graças a suas excelentes condições climatológicas. A viticultura ecológica na Sicília representa 15% em relação à superfície total de vinhedo na ilha. Quase o dobro do que ocorre no resto do país, onde esta viticultura ocupa 7,8% dos 690.000 hectares de vinhedo na Itália.

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A Sicília divide-se, principalmente, em três regiões vinícolas mais importantes: Marsala, na província de
Trapani, a região de Ragusa com Cearsula di Vittoria e a região do Etna, perto de Catania, na província de
Mesina. Alguns vinhos sicilianos, como o Moscato di Pantelleria e Malvasia delle Lipari, gozaram de grande
popularidade no passado, mas foi o vinho de Marsala que levou mais longe a fama de seus vinhos. Estes
vinhos fortificados, de estilo parecido com os de Jerez, Porto ou Madeira, deixaram de ser os protagonistas
da ilha, para dar passagem a novos vinhos, frutos da reconversão enológica local. Na Sicília, a indústria
vinícola costumava apoiar-se fundamentalmente na quantidade.

Na década de 1980 iniciou-se uma nova geração de elaboradores comprometidos com a qualidade e que, em muitos casos, não estão conectados às denominações de origem. É evidente que a Sicília reúne condições para a elaboração de grandes vinhos. Sua diversidade geográfica é impactante e dá asas aos viticultores, que vêm demostrando isso há mais de 20 anos.

São elaboradores de ponta, que nos dão argumentos mais que suficientes para que o aficionado pense na Itália além dos clássicos Piemonte e Toscana. Duas décadas em que os vinhos sicilianos apostaram na qualidade e conseguiram reconhecimento internacional.

A maior ilha do Mediterrâneo é um destino único e fascinante para qualquer amante do vinho e da boa vida. A Sicília tem história, cultura, arte, paisagens incríveis, ótimo clima e ainda melhores vinhos e comida, além do povo e sua incrível hospitalidade.

Texto: Alberto Pedrajo
Tradução: Paula Taibo

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