Não diga “aloz” nem “petlóleo”

0

Sentar-se à mesa é uma atividade social relevante na China, seja com a família, os amigos ou parceiros de negócios. Por isso, regras de etiqueta são lei. Estrangeiros que cometem pequenas gafes são perdoados. Melhor ainda se você for o primeiro a pedir desculpas: humildade, sinceridade e cortesia são valores apreciados.

Já em uma reunião comercial, tudo se complica. Talvez o mais importante seja lembrar-se de que os orientais são coletivistas, focados no bem do grupo ou da organização. Falar somente o necessário também ajuda; o silêncio demonstra sabedoria, o ato de refletir antes de dar a resposta mais adequada.

Apertos de mãos são normais, mas nada de abraços, beijos ou tapinhas nas costas: não se toca nas pessoas, nem mesmo para ajudá-las. O pedido deve ser feito sempre pelo mais idoso, ou por aquele de hierarquia maior. E não vá esquecer seu cartão de visitas, é desrespeito. Nem sair da sala antes da comitiva de chineses, a preferência é deles.

sociedade-da-mesa

A ex-presidente argentina Cristina Kirchner poderia até estar ciente de tudo isso em 2015, mas pisou feio na bola após um encontro empresarial na capital Pequim. Não só ironizou o sotaque chinês em seu Twitter (trocando a letra “R” pela “L”), como disse que o clima da cidade era ideal para pinguins. Mediante deslizes, os chineses ficam impassíveis. Porém, ali a vingança é uma arte sutil. No fundo, já estão preparando o troco.

Texto: Fábio Angelini

Faça parte do nosso clube: vinhos selecionados por uma rede mundial de especialistas, entregues na porta de sua casa, por preços até 40% abaixo dos praticados no mercado! Associe-se!

 

Deixe um comentário