Tire uma casquinha

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No século XIII, Marco Polo aprendeu com os chineses como fazer sorvete, a partir de líquidos congelados no inverno. O sorvete italiano iniciou a conquista da Europa no século XVII. Foi em Hamburgo que a primeira sorveteria deu as caras, no fim do XVIII. A produção em larga escala viria com os norte-americanos, no século XIX, assim como o auge dos “gelatieri”, no Vêneto.

Nenhum exemplar, no entanto, havia sido servido no cone de casquinha. O produto nasceu de um fato improvisado, durante a Exposição Mundial de St. Louis, em 1904. Um comerciante de sorvetes viu-se em apuros quando seus recipientes acabaram. Ao lado de sua barraca, o imigrante Ernest Hamwi vendia zalabia, uma especialidade síria muito semelhante a um waffle, enrolada em forma de cone e preenchida com creme de frutas.

Mediante a carência do vizinho, Ernest ofereceu cones sem recheio como vasilhames para os sorvetes. Nem é preciso dizer: sucesso imediato. O cliente tomava o sorvete e ainda comia a saborosa casquinha. Pouco tempo depois, foi criada uma máquina própria para fabricar casquinhas comestíveis, Hamwi tornou-se dono de empresas do gênero, e nós ganhamos o complemento crocante perfeito.

Texto: Spartaco Rodrigues

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