A festeira catuaba

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Em ação promocional para o Mundial de Futebol de 2018, uma proeminente marca brasileira de catuaba lançou sua garrafa especial que virava “vuvuzela” (aquela corneta estridente, sucesso na África do Sul em 2010). Catuaba associada ao álcool e barulho combinam. Ela é a madrinha engarrafada da folia, seguida principalmente pelos blocos de rua das nossas cidades.

É a fama afrodisíaca que embala essa história, iniciada pelos índios tupi-guaranis séculos atrás. Muitos estudos já jogaram um balde de água fria sobre o potencial efeito viril da planta – elo menos por enquanto. Em animais de laboratório, verificou-se a vasodilatação do corpo cavernoso do pênis. Faltam ainda pesquisas conclusivas para o ser humano. O que parece ocorrer, do ponto de vista fisiológico, é o relaxar,
o desinibir, afastando pequenos distúrbios que prejudicam o desejo e a excitação.

Então, sim, a catuaba promove o alto-astral e reduz a ansiedade, e isso é bom para o sexo e para a vida.
Só que ela não é diurética como a cerveja, então embebeda mais rápido, e é mais calórica. Por ser docinha, barata e fácil de encontrar, tudo indica que vai continuar gozando da fama de “viagra natural” e “vinho da juventude” em outros carnavais. A crença popular e o marketing, neste caso, ainda têm peso superior às evidências científicas. Os fabricantes e ambulantes da catuaba agradecem.

Texto: Spartaco Rodrigues

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