John Kennedy – INESQUECÍVEL

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Transcorridos 55 anos de seu assassinato, JFK ainda desperta o fascínio de profissionais e pessoas comuns, americanos sobretudo. Contextualizando de forma sintética: por causa da esperança em dias melhores e mais justos que a sua aura política transmitia, sentimento esse assimilado por uma sociedade assombrada pela Guerra Fria e intolerância racial. Não fica fora dos interesses, também, o affair com Marilyn Monroe (e Audrey Hepburn, Janet Leigh, Jayne Mansfield…), alimentando a hipótese do casamento de fachada com Jacqueline Kennedy. E, acima de tudo, as teorias da conspiração que cercam a sua morte e teimam em não calar.

Uma vida abreviada que, para o melhor ou para o pior, virou receita de mão cheia para filmes, livros, teses, peças, músicas. Os hábitos alimentares do presidente mais emblemático dos EUA são assunto secundário perante a posteridade. Mas não para nós.

Herói da Segunda Guerra Mundial e ganhador de um Prêmio Pulitzer em história, o homem John Fitzgerald Kennedy sempre colocou a política à frente da comida. Com frequência, precisava ser lembrado que era hora de almoçar ou jantar. Porém, tão logo assumiu a Casa Branca como o primeiro presidente americano católico (e o mais jovem), instalou nas cozinhas o chef francês René Verdon. Para dar suporte às refinadas recepções organizadas pela esposa, e porque ele mesmo apreciava a gastronomia gaulesa. Eram anfitriões impecáveis.

JFK, UM COMENSAL DA NOVA INGLATERRA
No ambiente familiar, e quando saía para comer fora, seu eleito de quase sempre era o frango ao champagne. Prato simples, sofisticado e de sabor apurado, preparado com filé de peito ou sobrecoxa, mais cebola, manteiga e creme de leite, essencialmente. Sem mencionar o espumante Dom Pérignon, aclamado por Napoleão e associado à realeza. Tudo se encaixa, já que John pertencia ao poderoso, influente, liberal e rico clã dos Kennedy, de Massachusetts.

sociedade-da-mesa

Vem dali, da Nova Inglaterra, outro queridinho do presidente, o “New England Fish Chowder”. Um grosso caldo de peixe ou mariscos com leite e batatas, de origem europeia. O termo “chowder” deriva de “chora”, velha sopa portuguesa de peixe feita com bacalhau fresco e avinagrado. De Connecticut a Vermont, o chowder possui algumas variações, sendo a mais importante o tomate no lugar do leite, que deixa o caldo mais escuro.

A mesa noturna do presidente transitava entre costeletas de cordeiro, frutos do mar, purê de batatas, peru e frango assado. Cerveja para ele, daiquiri para Jackie. De sobremesa, não tinha pra ninguém: chocolate. Seu breakfast, típico: ovos escalfados (escaldados) com gema líquida, bacon, torrada com geleia e café. No fatídico 22 de novembro de 1963, em Dallas, manhã acrescida de suco de laranja.

Kennedy era ídolo nacional quando teve sua trajetória interrompida, após um mandato relâmpago de 2 anos. As famosas palavras do discurso de posse permanecem, intocadas e replicadas. “Não pergunte o que o seu país pode fazer por você, pergunte o que você pode fazer por seu país.”

Chowder de Mariscos da Nova Inglaterra

50g de bacon
90g de cebola
70g de farinha de trigo
600ml de caldo de peixe natural
180g de marisco
120g de batata
200ml de leite
200ml de creme de leite fresco
Sal a gosto
1/2 colher (café) de tabasco
1/2 colher (sobremesa) de molho inglês

Cozinhe a batata no leite, escorra e reserve também o leite, separadamente. Aqueça uma panela funda e adicione o bacon. Quando começar a dourar, acrescente a cebola. Assim que começar a “suar”, acrescente a farinha e mexa bem, para absorver toda a gordura. Acrescente o fumet de peixe e mexa bem.
Em seguida, adicione o leite reservado, o creme de leite fresco e deixe cozinhar por 20 minutos.Acrescente então os mariscos, a batata reservada, tempere com sal, tabasco e molho inglês. Sirva quente.

Texto: Fábio Angelini

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