Vestígios nucleares de Fukushima são encontrados em vinho californiano

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Em algumas variedades de uvas, o índice de radiação chegou
a dobrar após o acidente nuclear de 2011 no Japão.

Pesquisadores da Universidade de Bordeaux, na França, analisaram diversas amostras de vinhos californianos feitos a partir de safras de 2009 a 2012 para relacioná-los à incidência de rastros nucleares na natureza e concluíram que após o desastre de Fukushima, em 2011 – quando um tsunami seguido de maremoto causou o derretimento de três reatores nucleares da Central Nuclear de Fukushima I –
a quantidade de césio-137 (isótopo radioativo) nos vinhos da região dobrou. Apesar do número alarmante, as quantidades presentes na bebida não seriam capazes de causar danos
à saúde, de acordo com relatório produzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Após a cidade japonesa de Fukushima ser atingida por ondas que chegaram a 15 metros, o conteúdo de uma das principais usinas da região foi derramado, liberando cerca de 168 vezes mais césio radioativo do que o liberado pela bomba atômica de Hiroshima, conforme afirmou o jornal Tokyo Shimbun. Com isso,
a substância atingiu a natureza e foi se dispersando através do solo e do ar, impactando não apenas
o Japão, mas o mundo inteiro.

O césio-137 começou a aparecer na natureza durante a Guerra Fria, após recorrentes testes nucleares realizados pelas duas potências da época, os E.U.A. e a União Soviética e, por essa razão, é um dos indicadores de falsificação de rótulos, uma vez que é impossível que vinhos produzidos e engarrafados antes da metade do século 20 contenham traços do isótopo, produto de atividades nucleares mais recentes.

Texto: Ana Carolina Almeida

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