Pela primeira vez em 15 anos, um russo em nossas seleções

Se você acaba de chegar ao nosso clube, ficamos felizes em dizer aquilo que quem está conosco há tempos bem sabe: o Clube de Vinhos Sociedade da Mesa tem, entre suas maiores características, a versatilidade
e a ousadia ao selecionar vinhos.
Faz parte de nosso DNA. Daí a grande variedade de tipos e origens que por aqui (e também pelas mesas e adegas de nossos associados) já passaram.

O fato é que amamos surpreender. Em nossas seleções, já levamos vocês à Turquia, África do Sul, Austrália, Estados Unidos… fora os países mais tradicionais em produção de vinhos, como Espanha, França, Chile, Portugal etc. Tudo isso através de nossa paixão em comum: o vinho. O que nos motiva a uma busca
cada vez maior de rótulos interessantes – e de qualidade, é claro – para selecionar.

Movidos por esse fascínio, fomos à Rússia, inédita em nosso mapa de desbravações enológicas. E na sede da Copa do Mundo deste ano, selecionamos o fantástico Château Tamagne Grand Select Rouge 2017, elaborado pelo produtor Kuban-Vino e servido durante o mundial.

sociedade-da-mesa

Embora a palavra “vodca” seja talvez a primeira que nos vêm à cabeça ao pensar no gigantesco país,
é surpreendente saber que a relação da Rússia com o vinho é secular. A bebida é produzida naquelas terras há bem mais tempo do que podemos imaginar. Conforme comprovado em documentos arqueológicos, sua história vitivinícola remonta a vários séculos antes de Cristo. Mesmo assim,
sua realidade enológica tem peculiaridades interessantes. Ao final do Século 19, por exemplo, as vinícolas russas dedicaram seus esforços à produção de espumantes, todos eles destinados aos aristocratas da época, que, diferente das outras castas sociais, tinham privilégios – e renda – suficientes para apreciar
a bebida.

Paradoxalmente, nos anos do comunismo, a situação passou por uma reviravolta e a indústria da bebida passou a se dedicar mais à quantidade do que à qualidade, através do desenvolvimento de cepas que rendiam mais e resistiam bem às congelantes geadas russas. Mesmo assim, chegou ao 7º lugar mundial
de produção de vinhos nos anos 1950, segundo o ranking do Bureau Internacional de Vinho.

Tudo isso fez com que a indústria do vinho russo crescesse de forma um tanto diferente do que costumamos conhecer na Velha Europa. Porém, desde os anos 1990, o cenário vem se modificando. Muitos produtores de vinhos de qualidade questionável perderam suas licenças e, desde então, o colossal país vem apostando em uma agricultura mais sustentável e com padrões de qualidade bem mais rigorosos.

DE ONDE VÊM OS VINHOS RUSSOS
Pode-se dizer que a quase totalidade de vinhos da Rússia é produzida nos arredores da mesma região, Krasnodar. Entre as sub-regiões que se destacam por lá, vem chamando atenção a Taman Península. Naquela localidade, a vinicultura se fortalece e cresce a cada dia. Tanto que desponta, atualmente, como símbolo da produção de vinho russa. Trata-se do lugar onde a Rússia é mais ensolarada, situado entre os mares Negro e de Azov, exatamente na mesma latitude de outra região icônica: a francesa Bordeaux. Seus solos férteis e de terroir único são usados para o cultivo de uvas e produção de vinhos únicos, originais e de alta qualidade.

Texto: Paula Taibo

Experimente nossas seleções e viva a melhor e mais abrangente experiência enológica. Associe-se!

 

Deixe uma resposta