TEM COMO AMENIZAR O “DAY AFTER”?

A ressaca ou “day after” é temido por 10 entre 10 bebedores. Por melhor que tenha sido a farra, não é nada agradável sentir-se enjoado, navegando em mar revolto na própria cama, com o teto a girar sobre a cabeça, mesmo estando de olhos fechados. Abri-los? Jamais! Luz é para os fortes.
Isso tudo sem falar no popular “gosto de cabo de guarda-chuva” na boca, nos calores e calafrios, e nas (falsas) promessas de “não bebo nunca mais”.

Em dezembro e janeiro essas ocorrências são mais frequentes, ninguém nega. Janeiro poderia muito bem ser chamado de “Mês do Hangover Universal”. Estamos saindo de confraternizações de trabalho, de amigos, de Natal e de Ano Novo. E ainda temos pela frente o restante das férias
e Momo e sua turma chegando logo ali. Por isso, neste Almanaque resolvemos bisbilhotar o que os bebedores de carteirinha e os vizinhos sabidos recomendam para a luta contra este vilão do dia seguinte. Mas antes, vamos entender como funciona a ressaca.

“PARECE QUE UM TRATOR ME ATROPELOU”
De onde vem essa sensação? A Ciência explica. Pra sair do corpo que não lhe pertence, o álcool tem que ser transformado em ácido acético no fígado. E antes disso, transformado em acetaldeído (ou etanal), que é ainda mais tóxico que o álcool. Na verdade é ele que provoca os sintomas da ressaca. Até que o processo termine, eles circulam dentro do indivíduo, e isso faz com que o corpo não libere o açúcar tão bem quanto deveria, além de eliminar muita água. Daí a sensação boa de beber um copo de água gelada. Que, aliás, é a primeira dica de combate à ressaca: beber muita, mas muita água. Agora vejamos o que dizem as outras.

O ESTRAGO JÁ FOI FEITO, AGORA É REDUZIR OS EFEITOS
Claro que não falaremos em remédios, afinal somos um clube que valoriza os prazeres da mesa e do bem viver. Como às vezes acontece da cometermos um deslize e perder o limite do Nirvana da bebida, talvez tenha algo aqui que salve o dia. Ou ao menos o dia seguinte.

Mas atenção: as dicas não vão necessariamente fazer com que você pule de alegria instantaneamente. A proposta é diminuir o desconforto, e não virar um convite à bebedeira.

– Cuidar bem do estômago: depois de uma noite intensa, evite comidas pesadas, bebidas fortes e até analgésicos, que podem causar irritações gástricas.

– Suco natural: as frutas têm seu próprio açúcar, a frutose, que ajuda a queimar o álcool do organismo mais rápido.

– Garapa: o caldo de cana é visto, por alguns, como um santo remédio para a ressaca. Provavelmente por conta do açúcar natural da cana. Se é 100% efetivo, não sabemos, mas que refresca até a alma, refresca.

– Frutas: melão, uva, tangerina, pêssego, banana e limão são boas pedidas.

– Alimentos leves: uma saladinha com pepino, ovos, brócolis, cebola, tomate etc., ajuda a refrescar o corpo que parece estar estar em chamas.

– Café sem açúcar: polêmico. Uns dizem que ajuda a diminuir o inchaço dos vasos que causam a dor de cabeça. Já os detratores alegam que, por ser a cafeína um estimulante, pode aumentar o mal-estar.

– Isotônicos: ajudam a repor o sódio e o potássio, diminuindo um pouco o tempo de ressaca (que normalmente parece interminável).

– Cardo de leite: a bela flor é mais um remédio natural contra a ressaca. A silimarina existente nela ajuda a eliminar as toxinas. Tem nas lojas de produtos naturais.

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– Chá de mil folhas: esta plantinha medicinal é das boas pra curar ressaca. Seus ingredientes têm ação diurética, estimulante, digestiva e desintoxicante.

– Chá de gengibre, chá de hortelã e chá verde: também são indicados contra enjoo, náusea e dores de estômago.

– Carvão ativado: funciona como filtro de toxinas no corpo, fazendo uma faxina pra eliminar o álcool e resíduos como o acetaldeído. Não se recomenda o uso excessivo.

Além destas, existem muitas outras dicas. Mas se você está pensando naquela: “pra matar uma ressaca, nada melhor do que outra”, essa não vale. Melhor um banho frio e voltar pra cama com uma jarra de água gelada e um canudinho.

Texto: Paulo Samá

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