Palmirinha Onofre

A culinarista mais amada do Brasil. Suas receitas e seu carisma rendem-lhe um prestígio atípico: todo mundo se sente um pouco seu neto.

A culinarista Palmira Onofre, conhecida carinhosamente por Palmirinha, tornou-se um xodó no meio gastronômico.
Das telespectadoras que a acompanham na tevê desde 1993, quando surgiu no programa ‘Note e Anote’, de Ana Maria Braga, ainda na TV Record, aos chefs mais badalados, não há quem não se renda ao seu carisma. Ela é realmente especial. Aos 87 anos, continua a todo apor: acaba de ser contratada pelo GNT
e se prepara para abrir seu segundo café em dezembro – um ano após a inauguração da primeira unidade em plena Avenida Paulista. Além disso, mantém um site de receitas de bolos caseiros e continua ensinando a muita gente como se faz uma boa comida e maravilhosos doces.

Palmirinha é daquelas culinaristas que tem tudo na cabeça. Você pede uma dica ou uma receita e ela já consulta sua memória, para passar tudo ali, na hora, sem ter que procurar caderninhos ou livros. Às vezes, ela esquece uma palavrinha ou outra, mas isso já virou uma marca, e até um charme dessa senhorinha encantadora.

Aqui, nesta entrevista, Palmirinha arrumou um tempinho para ensinar um pouco mais sobre boa comida e contar as novidades que vêm por aí!

O que mais gosta de preparar? Para quem gosta de cozinhar? O que te inspira para preparar os pratos no dia a dia?
Adoro cozinhar para minha família e gosto muito de fazer comidinhas do dia a dia. Gosto também de abrir a geladeira e pensar na hora o que tem para fazer, a inspiração aparece na hora.

Gosta de escolher os ingredientes? Poderia citar algum que não pode faltar em seu cardápio?
Eu gosto de escolher os ingredientes. O que não pode faltar de jeito nenhum são temperos variados, pois adoro uma comida bem temperada.

Com relação aos condimentos, o que não pode faltar? Poderia dar alguma dica de algum condimento que pode dar um toque especial, que poderia ser mais utilizado no dia a dia?
Alho e cebola nunca podem faltar. Uma dica boa de condimento que uso no meu dia a dia é a folha de louro. Já experimentou colocar uma folhinha no arroz? “Fica daqui, ó!”

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Como transformar um prato em algo especial? Existe algum segredo para transformar até mesmo o trivial em algo marcante?
Acho que o principal é fazer tudo com muito amor e carinho. Com certeza tudo isso reflete no prato na hora de servir. Mas uma dica que dou para fazer o feijão, por exemplo, é já cozinhar junto com os temperos. O caldo fica uma delícia! Normalmente isso acontece de forma automática. Vou testando as receitas, colocando um ingrediente para variar, vou adaptando, até dar certo.

Você ensina muitos pratos práticos que combinam com o dia a dia da dona de casa, procura selecionar receitas para este público em especial? Gosta de fazer essas receitas em casa? Já aprendeu alguma receita com alguma fã?
Sim. Gosto da culinária prática do dia a dia. Uma bela galinhada, um frango com polenta. Em casa faço comidinhas de “vó” mesmo. Ah! Um bolinho de fubá para um chá da tarde nunca pode faltar também! Meus fãs vivem me pedindo dicas e eu adoro ajudar. Mas já aprendi, sim, com eles. A receita que atualmente faço de panqueca foi aprendida de um fã que me mandou – era da “vó” dele – e eu adoro!

Palmirinha é um ícone quando o assunto é culinária. Já fazia sucesso em uma época que não existiam os realities e nem havia tanto glamour em torno da gastronomia. O que acha desse ‘boom’ em relação à comida? Acredita que essas competições revelam novos talentos? Acha positivo para a culinária todo este incentivo e fama?
Eu adoro os realities de comida. Não perco nenhum episódio! Acho muito legal, porque além de ter revelado novos talentos na gastronomia, fez com que os amiguinhos em casa também tomassem gosto
pela cozinha. As pessoas estão se arriscando mais, gostam de fazer receitas. Prova disso é meu curso de bolos, que lancei recentemente e está um sucesso! As pessoas buscam a culinária tanto por hobbies como também como uma renda extra.

E como surgiu a ideia de tornar-se empreendedora com a abertura da cafeteria na avenida Paulista? Já havia este desejo de abrir o próprio negócio? Como foi a escolha do cardápio? Acredita que ter um local para receber aqueles que apreciam o seu trabalho é uma forma de estar mais próxima de seu público?
A Casa Vovó Palmirinha na Paulista (Av. Paulista, 1.636, São Paulo, capital) e a outra, que deve ser inaugurada em breve, são partes de um sonho realizado. Sempre quis ter um lugar em que as pessoas pudessem encontrar um pouquinho do que mais gosto de fazer. Meus bolinhos e salgadinhos estão lá. Acho que é uma forma de me aproximar mais do meu público, que tanto amo. A escolha do cardápio foi feita pensando naqueles amiguinhos e amiguinhas que passam pela Avenida Paulista e querem uma coisinha rápida para comer.

Você estará de volta à TV em breve. Como está se preparando para essa reestreia? Estar na TV exige disciplina e disposição, não é? Como consegue conciliar família, empreendimento e essa volta à TV, não é muito desgastante?
Sim. Logo mais estarei no novo reality da GNT. Já foi gravado e estreará em breve, mas não sou a protagonista, minha participação é mais complementar. Disposição para estar na TV eu sempre tive e é onde amo estar. Mas sempre tento conciliar meus compromissos para que a agenda não fique muito puxada. Não abro mão de estar com minha família nos momentos mais importantes.

Na TV, você acabou conquistando um público que, além de seguir suas receitas, te acompanha por admiração e carinho. O que esses fãs representam na sua vida? Qual a importância de estar em contato com eles?
Meus fãs, que eu carinhosamente chamo de meus amiguinhos e amiguinhas, são minha maior conquista. Se cheguei aonde estou hoje, devo muito a todos eles, que me acompanham há mais de 20 anos, e só posso agradecer de coração o carinho de todos.

Texto: Simone Cunha

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