Decifre os rótulos dos vinhos

ESTA NOVA COLUNA TRAZ TEXTOS DE LUCAS CORDEIRO, SOMMELIER DA SOCIEDADE DA MESA. COM EXTENSA EXPERIÊNCIA NO MERCADO, LUCAS COLABOROU NA ATUALIZAÇÃO DA VERSÃO BRASILEIRA DA LAROUSSE DO VINHO
E COM A PRIMEIRA EDIÇÃO DO GUIA DE VINHOS LAROUSSE. TAMBÉM MINISTRA CURSOS, FAZ PALESTRAS, CONDUZ DEGUSTAÇÕES E JANTARES HARMONIZADOS, SEMPRE EM BUSCA DA DIVULGAÇÃO DA CULTURA DO VINHO.

Alguma vez, diante de um rótulo de vinho, você já se sentiu como se estivesse com um
dilema como a famosa frase da lenda do Enigma da Esfinge (Decifra-me ou devoro-te!)?

De fato pode parecer complexo, e num primeiro momento, quando se é iniciante, principalmente, ainda mais com vinhos originários de países com idiomas diversos, os nomes que lemos nos rótulos trazem muito mais confusão que esclarecimento.

Contudo, vale esclarecer que estes exemplares de diferentes países, cada qual com suas leis específicas de rotulagem de produtos, costumam apresentar um padrão recorrente de informações, as quais vamos explicar a partir de um rótulo que escolhemos para exemplificar.

1- Nome do Vinho (marca comercial) – O nome que dá identidade ao vinho. A simples menção dos nomes de certos vinhos muito famosos já despertam expectativas ao apreciador.

2- Nome do produtor – Informação fundamental que, se não estiver no rótulo frontal, deverá constar no contrarrótulo ou em etiqueta extra afixada na garrafa. Funciona como um atestado de competência produtiva e idoneidade, carrega a filosofia, os valores de quem elabora o vinho.

3- País de origem – Indica o país onde o vinho foi produzido. Embora importante, pode gerar expectativa quanto ao perfil do vinho, mas é muito amplo para que determine estilo e qualidade.

4- Região – O nome da região, que muitas vezes equivale à designação oficial da “Denominação de Origem”, indica que o vinho terá, possivelmente, um perfil influenciado pelas características típicas do seu território de origem, como o solo e clima da área, as técnicas de vinificação utilizadas e as uvas cultivadas no local, por exemplo.

5- Volume – Indica a quantidade do líquido contido na garrafa, geralmente expresso em mililitros (ml).

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6- Graduação alcoólica – Informa a quantidade de álcool expressa em porcentagem do volume total da garrafa. Ela pode dar indicação do corpo (peso) do vinho, embora não seja por si só um dado absoluto para este fim.

7- Safra – Refere-se ao ano de colheita das uvas utilizadas na produção do vinho. Dependendo da região, a safra diz muito sobre o vinho, pois ela pode ser fortemente influenciada pelas condições climáticas do ano.

8- Nome da uva – Muitas vezes é citado no rótulo, principalmente em vinhos de países de continentes como os americanos, África e Oceania. Quando não figura no rótulo frontal, às vezes o encontramos no contrarrótulo. Há casos em que o nome da uva está inserido na designação de “Denominação de Origem”, como em Barbera (nome da uva) D’Asti D.O.C., por exemplo.

9- Contém sulfitos – Indica a presença de agentes conservantes – fungicidas e bactericidas – e antioxidantes. Podem ser, por exemplo, o dióxido de enxofre – INS 220, ou o sorbato de potássio – INS 202. Uma informação importante, pois há pessoas alérgicas a eles.

Texto: Lucas Cordeiro

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