IT’S COOL

Piquenique ou churrascada no clube, acampamento com as crianças, fim de semana de praia. Carro abastecido e preenchido, pessoal em polvorosa, partiu lazer. Não esqueceram a caixa de isopor, certo? Ah, desculpe, ninguém está chamando ninguém de farofeiro. Vamos renomear o recipiente térmico portátil, então. Que tal ice box, que até soa como se gelasse mais? Ou cooler, que, convenhamos, é bem mais cool?

Os apelidos, materiais de confecção e configurações podem ser diferentes, mas o objetivo é o mesmo: manter bebidas e alimentos resfriados, preservados e organizados, protegidos das altas temperaturas, das partículas de sujeira suspensas no ar, dos insetos abelhudos. Mas qual a origem dessa história?

Um século antes da invenção da geladeira, o agricultor americano Thomas Moore criou uma das primeiras caixas de gelo do Ocidente, para transportar manteiga de Maryland até Washington. Uma câmara de estanho dentro de uma caixa de cedro, com espaço entre elas para colocar gelo. Externamente, forro de pele de coelho.

Por volta de 1850, começava a era dos refrigeradores não elétricos, as ice boxes domésticas: armários de madeira revestidos com metais não corrosivos e outros elementos, que acondicionavam blocos de gelo. O produto derreteu e desapareceu assim que as verdadeiras geladeiras ganharam preços mais acessíveis, em torno de 1930.

A ice box com função portátil agregada só deu o ar da graça após a descoberta do poliestireno expandido (EPS), o plástico celular rígido que a maioria de nós conhece como isopor. Um material isolante mais eficiente, prático e barato, que foi patenteado pela americana Dow Chemical e pela alemã BASF.

Porém, foi de Richard C. Laramy a ideia de bolar uma caixa de gelo móvel, em 1951. A Coleman Company, de Oklahoma, comprou a patente e colocou no mercado o seu primeiro cooler portátil em 1957 – um resfriador galvanizado com invólucros de plástico internos e externos, ensanduichando uma camada de isopor. O produto se mostrou tão bom que quase não sofreu modificações até os anos 1990.

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Então, o setor de portáteis saiu do congelamento criativo e iniciou uma nova movimentação. Modelos de passeio ganharam alças e forma de cestas. Outros revestiram-se de insumos mais compactos, à prova de urso até. Na esteira da simplicidade, vieram as sacolas térmicas. Recipientes com logo do Batman e imitando latas de cerveja. Com tecidos externos dobráveis e laváveis, sistemas antivazamento e tampas com travas automáticas. Coolers com rodas e porta-copos na tampa.

Muitos têm dúvida, de isopor ou plástico? Ambos desempenham bem o papel. O EPS barra melhor temperaturas mais elevadas, costuma ser mais barato e é 100% reciclável, além de mais leve. As caixas térmicas de plástico são mais resistentes e duráveis. Para quem busca alternativas aos coolers quadradões, que só servem de banco e “limitam-se” a gelar, há opções.

O ARB é um cooler termoelétrico automotivo que nem precisa de gelo, apenas um acendedor de cigarros para se conectar e trabalhar como geladeira. O Cooler Cannon arremessa cerveja e outras geladas na direção do usuário, ao comando de um aplicativo. O engenheiro e designer de produtos Ryan Greeper lançou o SolarCooler, adaptando um monte de gadgets à tradicional caixa térmica: luzes de led, liquidificador embutido, auto-falantes com Bluetooth, portas USB, abridor de garrafas. Tudo movido a energia solar. Dá praticamente para morar dentro de um desses, se você gosta de frio. Produz até gelo.

Seja qual for a sua “caixa de isopor”, umas dicas úteis: se possível, resfrie-a antes de abastecer; havendo espaço, prefira os blocos de gelo, que duram mais do que as pedras; em viagens mais longas, drene a água diariamente; tenha coolers individuais para cerveja e comida; e não os deixe tomando sol, eles não são invulneráveis.

Também não é recomendável copiar os passos do australiano Christopher Petrie. Ele teve suspensa a carteira de habilitação, por dirigir embriagado uma caixa térmica motorizada. Que ele mesmo montou.

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