Thomas Edison – Uma luz para o mundo

“Tenho muito o que fazer e o tempo é curto”, disse o jovem telegrafista de 21 anos ao seu companheiro de pensão em Boston. Se Tom perdeu tempo, foram frações. Patenteou e aperfeiçoou mais de dois mil inventos. Fundou a General Electric, que tanto acrescentou à nossa vida na cozinha, de diversas formas. Também escreveu a mais antiga receita dos E.U.A. para sorvete e introduziu a berinjela no país. Casou-se duas vezes e gerou 6 filhos. Só para início de conversa.
Thomas Alva Edison ainda montou o primeiro laboratório de pesquisa industrial da história, a primeira startup, de fato. Chamavam o homem de “O Mago de Menlo Park”. Para entrar na empresa, os aspirantes passavam por um processo de entrevista indigesto: sob o olhar do inventor, tinham que comer uma tigela de sopa. Era o método de avaliação. Se um candidato adicionasse sal à sopa antes de prová-la, por exemplo, era carta fora
do baralho.

Quase todos conhecem Thomas Edison como o gênio da lâmpada incandescente. No entanto, sua lista de contribuições ao desenvolvimento da humanidade é assombrosa. Bateria de carro, câmera cinematográfica (cinetoscópio), caneta elétrica (precursora da agulha de tatuagens), embalagem a vácuo, mimeógrafo, gerador elétrico, contador automático de votos, dínamo de alta potência, sistema de transmissão de energia elétrica… Foi a lâmpada com filamento de carvão que o tornou célebre, mas a sua invenção predileta sempre foi o fonógrafo, o primeiro aparelho a gravar e reproduzir sons.

Ninguém poderia imaginar que o menino quase surdo, que só aprendeu a falar com 4 anos, iria tão longe. Expulso da escola bem cedo, por ser hiperativo e perguntar demais, o pequeno Edison contou com o auxílio da mãe ex-professora. E seguiu adiante, autodidata, impulsionado
pelos 240 de QI estimado.

BIG APPLE NO PRATO

Criança, instalou um laboratório de química no sótão de casa, que estremecia de vez em quando. Aos 12, arranjou emprego no trem que fazia a rota de Detroit, vendendo frutas, doces e jornais. Fascinado pelo telégrafo, revelou-se um operador de primeira, mas não parava em lugar
algum. Entediado, quase se mandou para o Brasil junto com dois companheiros, mas desistiu na última hora. Seus colegas não.

Acabou na Big Apple em 1869, sem um tostão. Em certo breakfast, trocou um punhado de folhas de chá por café e bolinho de maçã assada, o “apple dumpling”. Foi sua grande descoberta no campo culinário, o seu sabor preferido dali em diante.

sociedade-da-mesa

Onde, como e quando surgiu o apple dumpling, não é muito claro. Parece que o termo foi inventado em Norfolk, Reino Unido, no século XVII.
Os primeiros bolinhos levavam carne dentro, ou frango. Depois o recheio deu lugar a ameixas, peras e outras frutas, transformando o dumpling
em sobremesa e popularizando-o na Europa Central. A receita atravessou o oceano e caiu nas mãos dos colonos ingleses dos E.U.A., os Pilgrims,
peregrinos que plantaram as maçãs na América do Norte.

Foi no nordeste do país, entre Massachusetts e Pennsylvania, que provavelmente nasceram os bolinhos de maçã. Massa recheada com a fruta, canela e às vezes passas, preparada com manteiga e açúcar, e assada até ficar macia. Parente da torta de maçã, símbolo da gastronomia americana.

“O médico do futuro não mais tratará o corpo com as drogas, mas vai curar e prevenir doenças com nutrição”

Embora não estivesse realmente interessado em refeições elaboradas, Edison acreditava que a ponderação era a chave para a longevidade. Mesmo jovem, jamais comia mais do que 150g de comida por vez. Uma xícara de caldo ou uma fatia grossa de queijo entre duas de pão, e pronto. Tal filosofia talvez o tenha levado até os 84 anos, numa época em que a expectativa de vida não passava dos 50.

Visionário, o inventor empenhou bastante energia, tempo e dinheiro para produzir o carro dos seus sonhos, mas não obteve sucesso dessa vez.
Que tipo de carro? Um elétrico.

Graças a uma mente fértil, de plantão 18 horas por dia, Thomas Edison ajudou a construir o perfil do mundo moderno, onde ocupa lugar de honra
à mesa dos notáveis. Sua energia se extinguiu em 1931. Na despedida, todas as luzes dos Estados Unidos foram apagadas durante 1 minuto.

Maçã assada com canela e massa folhada
Ingredientes
400g de massa folhada
1 gema
1 colher (sopa) de água
4 maçãs do tipo fuji
Açúcar e canela a gosto
Manteiga e farinha de trigo para untar

Preparo
Preaqueça o forno a 180º C (temperatura média). Unte uma assadeira retangular pequena com manteiga e polvilhe com farinha. Numa superfície lisa enfarinhada, abra a massa folhada com a ajuda de um rolo e corte quatro quadrados de 15 x 15 cm. Numa tigelinha, misture a gema e a água. Pincele os quadrados de massa com a mistura. Descasque as maçãs e retire os cabinhos. Coloque uma maçã no centro de cada quadrado de massa e polvilhe com açúcar e canela. Embrulhe juntando as pontas e aperte bem as emendas da massa. Se quiser, faça uma folhinha com um pedaço de massa, pincele com gema e cole na massa. Transfira as maçãs para a assadeira preparada, pincele com a gema e leve ao forno para assar por 40 minutos, ou até que a massa fique dourada. Retire do forno e sirva a seguir.

Texto: Fábio Angelini

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