Vida longa ao figo

Sabe qual é a primeira fruta descrita na Bíblia? O figo. Opa, mas figo não é fruta, é o receptáculo de uma flor. Antigo, sim. Achados arqueológicos na Cisjordânia concluíram que a figueira entrou no cultivo e cardápio do Homo sapiens há 11.400 anos. Suspeita-se que a planta tenha nascido entre a Península Arábica e a atual Turquia (região que ainda concentra os maiores produtores mundiais).

Fora tantas simbologias relativas ao figo nas mais diversas civilizações e religiões (fertilidade, alegria, fecundidade, riqueza), há suculentas teorias pré-históricas. Uma diz que a oferta de figos maduros o ano inteiro ajudou na sobrevivência de nossos ancestrais. Mais: que estão relacionados evolutivamente ao desenvolvimento de cérebros maiores (de tão nutritivos), e até de mãos mais sensíveis e adaptadas para apalpar e identificar os exemplares mais macios.

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Esse alimento frágil, doce e carnudo não é exclusivo da mesa humana. Mais de 1.200 espécies, entre aves, insetos, morcegos e primatas, têm o figo como item essencial da dieta. Ele sustenta mais animais do que qualquer outra comida conhecida. Por conta disso, há ecologistas que nem dormem direito e rezam para o figo não desaparecer. Seria o apocalipse da natureza.

Texto: Fábio Angelini

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