A doce Cora

De tempos em tempos, Cora Coralina é tema de oficinas gastronômicas. Nem todos sabem, mas ela foi, além de poetisa contista, uma doceira de mão cheia até os últimos dias. Seus doces glaceados, de abóbora e de figo, eram famosos.

Muito dessa alma cozinheira foi parar no papel. No poema “Antiguidades”, a autora relembra o bolo da infância. Em “Todas as vidas”, declara: “Vive dentro de mim/a mulher cozinheira/Pimenta e cebola/Quitute bem feito/Panela de barro/Taipa de lenha/Cozinha antiga/toda pretinha.

A goiana rompeu estruturas arcaicas para transformá-las em força de vida e trabalho, versos recheados de luta, paixão e inspiração. Em cada encontro, as integrantes da Associação Mulheres Coralinas leem um poema de Cora e discorrem sobre ele, agregando valor com a poesia ao artesanato que produzem.

Bolsas de tecido bordadas com frases da poetisa são as mais procuradas e vendidas.

Texto:Fábio Angelini

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