Cientistas da Georgia querem possibilitar o cultivo de uvas em Marte

País, que reivindica a invenção do vinho, quer encontrar uvas capazes de crescer e se desenvolver em outro planeta.
Uma equipe de pesquisadores da Geórgia anunciou que pretende selecionar espécies de uvas viníferas que possam ser plantadas e cultivadas em Marte. O país, que em 2017 foi palco da descoberta da evidência mais antiga da produção de vinho do mundo (datando de cerca de 8 mil anos atrás) quer ser também o primeiro a plantar uva em solo marciano.

“Se nós formos viver em Marte no futuro, a Geórgia precisa contribuir. Nossos ancestrais trouxeram
o vinho para a Terra, então queremos fazer o mesmo em Marte”, afirmou Nikoloz Doborjginidze, fundador da Agência de Pesquisa Espacial e assessor do Ministério da Educação e da Ciência
da Georgia.

O projeto, batizado de IX Millennium, vai funcionar por três vias. A primeira delas será encontrar a variedade perfeita (ou as variedades) na Biblioteca Estatal de Uva do país, onde estão 450 espécies locais e 350 estrangeiras.

Paralelamente, a equipe vai criar um laboratório de cultivo agrícola, instalando estufas verticais no Hotel Stamba, na capital Tbilisi, para simular e estudar as possibilidades de plantio. Por fi m, na Universidade de Administração e Tecnologia de Tbilisi, estudantes deverão testar os efeitos do meio ambiente marciano nas frutas, simulando a radiação, os altos níveis de monóxido de carbono, o ar rarefeito e as bruscas mudanças de temperatura.

A expectativa é de que até 2022 a equipe encontre a variedade que mais se adeque à proposta. Os palpites iniciais são de espécies de uvas brancas, uma vez que tendem a ser mais resistentes a intempéries.

Texto: Ana Carolina Almeida

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