Entre Cordillera – Chile

Para começar, sua localização é privilegiada com uma barreira natural composta pelo deserto do Atacama ao norte, os glaciais ao sul, a cordilheira ao leste e o Oceano Pacífico ao oeste. A barreira
é tão poderosa, que não há filoxera no país. Além disso, os controles fitossanitários são rigidamente observados, garantindo a existência de terrenos com condições de segurança ideais para o crescimento de frutas livres de doenças virais, fúngicas e bacterianas.

Historicamente, a produção de vinhos no país coincide com a chegada dos conquistadores espanhóis, que também trabalharam na evangelização, construindo mosteiros e abadias. Como o vinho é parte
da liturgia católica, foi ao redor dessas construções que se cultivaram as primeiras videiras, inicialmente ao norte de Santiago, em 1550. No século 18, o Chile era o principal exportador
de vinhos para o resto das colônias espanholas e o maior produtor da América Latina.

Já no século 19, os hábitos sociais do país foram fortemente marcados pelo espírito francês,
portanto a ideia de produzir vinhos com variedades e tecnologia francesa desenvolveu-se rapidamente.
Em 1851, Silvestre Ochagavía introduziu videiras francesas em sua propriedade de Talagante
e, assim, começou a substituição das antigas linhagens espanholas pelas que existem hoje em dia: Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec, Pinot Noir, Petit Verdot e as variedades brancas: Chardonnay, Sauvignon Blanc, Semillon, Riesling e outras.

Em 1900, a superfície de vinhedo alcançou 40.000 hectares, chegando a 108.000 hectares em 1938. Mas as legislações restritivas ao álcool e as dificuldades comerciais geradas na Segunda Guerra Mundial fizeram com que a produção fosse reduzida gradualmente, até que, em 1974, foi revogada
a lei que restringia os vinhedos. A partir de 1980, a política de liberalização e a abertura econômica
do país modernizaram completamente o setor vitivinícola, até que, nos anos 1990, os vinhos chilenos consolidaram definitivamente sua presença no mercado internacional com excelentes resultados e uma reputação crescente.

Com características geográficas e climáticas tão favoráveis à viticultura de qualidade, o Chile
tornou-se um grande produtor e exportador de vinhos. Classifica-se como o sétimo produtor mundial
e sua produção cresceu a um ritmo acelerado nos últimos anos, principalmente devido aos bons números de vendas registrados nos mercados internacionais. Seu sucesso é devido à ótima relação qualidade-preço, que leva seus vinhos a ocuparem, merecidamente, um lugar de destaque no cenário internacional de vinhos.

Texto: Paula Taibo

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