Oscar Bosch – Sotaque e tempero espanhol

Oscar Bosch já conquistou o título de melhor chef, mas quando realiza seus pratos procura se concentrar em um único resultado: fazer seu cliente feliz.

Ele nasceu na Cataluña, mas por aqui foi reconhecido como Chef do Ano em 2017 e um dos 10 talentos gastronômicos em ascensão no Brasil. Oscar Bosch interessou-se pela gastronomia ainda criança, no restaurante de seu pai, o Can Bosch. Seu restaurante Tanit, que serve cozinha mediterrânea autoral com pegada catalã, foi inaugurado em 2016. E aqui nesta entrevista, o chef conta um pouco mais sobre sua profissão e suas preferências.

Como surgiu seu interesse pela gastronomia?
Foi de um jeito natural. Como meus pais têm restaurante na Espanha, eu e meu irmão convivemos muito nesse ambiente. Eu ajudava em coisas de apoio, depois entrei na cozinha para secar pratos ou fazer uma salada e fui pegando gosto. Além disso, minha memória afetiva está ligada ao que meus avós faziam, pois cozinhavam muito.

O que mais te encanta nos ingredientes e quais são essenciais em sua cozinha?
Um ingrediente que não pode faltar na minha comida é o azeite. Alho também está muito presente na culinária espanhola, pois dá muito sabor.

Cozinhar realmente é um dom?
É um dom, não sei se o tenho, mas cozinho. Tem que ter um plus, só saber a receita não adianta. Realmente quando vou fazer um prato, fi co imerso naquilo e não dou ouvidos ao que acontece ao redor, como se houvesse um sexto sentido para fazer a receita ficar boa. Precisa um toque mágico das mãos de cada um.

Existe algum segredo para transformar um prato em algo marcante?
A cozinha tem muitos segredos. E eles acontecem pelas vivências que cada um já teve e memória de sabores que já experimentou. Às vezes, já provei uma combinação X e pego algo daquilo para colocar no meu prato e deixá-lo mágico e diferente.

Quais são suas inspirações para cozinhar?
Minhas inspirações vêm de muitos lugares e de livros onde posso ter referências, achar o caminho do que posso fazer. Mas minha receita, ao final, sempre tem minha personalidade. Gosto de fazer do meu jeito, a pitada final é sempre minha, por isso estudo bastante.

Qual o clima que domina a sua cozinha?
Eu sou alegre e minha cozinha precisa ser alegre. Não gosto de um clima ruim porque reflete no prato. Se não está empolgado, melhor nem fazer. Portanto, mantenho um clima leve, e se tem que correr, tem que correr, mas tudo num clima alegre.

Você já recebeu o prêmio de Chef do Ano. Isso traz mais responsabilidade para o seu trabalho?
Obviamente traz mais responsabilidade e há uma cobrança maior. As pessoas vêm para conhecer por causa do prêmio, mas não trabalho para ganhar prêmios. São bem-vindas e têm a minha gratidão e a de minha equipe, pois sem eles eu não seria capaz de conquistar algum prêmio, porém trabalho para satisfazer meus clientes. Meu maior
prêmio é que o cliente saia feliz! É isso que faz sentido quando encosto a cabeça no travesseiro e penso que fi z um bom trabalho, não há prêmio que valha mais que isso.

Pingue-Pongue
Vinho combina com: jamón ibérico
Boa comida precisa de: boa companhia
Sua principal especialidade: arrozes
Um hobby: comer e jogar tênis para queimar as calorias
Um desejo: gostar sempre do que eu faço
Qual palavra te define: trabalhador
Para ser um chef consagrado, é preciso: foco e persistência

Texto: Simone Cunha

Faça parte do nosso clube: vinhos selecionados por uma rede mundial de especialistas, entregues na porta de sua casa, por preços até 40% abaixo dos praticados no mercado! Associe-se!

Deixe uma resposta